
Lanhouses e telecentros: concorrentes ou aliados? Para o assessor de Inclusão Digital da Presidêncida da República, Nelson Fujimoto, esta dúvida não é uma preocupação para quem está elaborando política pública. De acordo com dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil, em 2008, 47% dos acessos à internet foram realizados nas lanhouses e apenas 3% nos telecentros. O governo federal trabalha com a estimativa que existem hoje no país de 60 a 90 mil lanhouses e 10 mil telecentros.
A lanhouse é uma iniciativa espontânea onde o usuário utiliza basicamente ferramentas de comunicação como troca de e-mails e as redes sociais, sendo muitas vezes seu único local de relacionamento pessoal enquanto os telecentros que surgiram na década de 90 estão focados na organização local e não têm caráter de negócios. Segundo Nelson Fujimoto os desafios para o governo brasileiro são estabelecer uma política de fomento dos empreendimentos e de conteúdo para os usuários. O assessor de Inclusão Digital da Presidência da República concluiu dizendo que as lanhouses e os telecentros não são complementares nem concorrentes para se estabelecer uma política pública.
O coordenador da Casa Puraqué de Santarém (PA), Jader Gama, destacou que o projeto social desenvolvido na organização é telecentro na medida que trabalha a cultura digital com os jovens do entorno assim como lanhouse quando permite uma total liberdade dos usuários nos espaços públicos de acesso. Com objetivo de dar sustentabilidade ao projeto, a organização desenvolveu um sistema de crédito virtual onde o usuário pode trocar por serviços ou cursos desenvolvidos.
Lixo Eletrônico
Neste momento, em que a maioria das empresas busca o chamado “selo verde” e o tema sustentabilidade se tornou recorrente, uma questão desafia o consumo: o que fazer com aparelhos que não são mais utilizados? Pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul aponta que, em 2008, foram 30 milhões de aparelhos celulares vendidos no Brasil. No mesmo período, foram 14 milhões de computadores. O tempo de vida útil desses equipamentos (1 ano e meio para celulares e 3 anos para computadores) é determinante para o crescimento do “lixo eletrônico”. O tema foi abordado na quarta plenária da 8ª Oficina para Inclusão Digital que está sendo realizada no Sesc Venda Nova. Para o professor Hugo Veit, coordenador do Laboratório de Corrosão, Proteção e Reciclagem de Materiais da UFRGS, a saída é reciclar, ou seja, tornar utilizável o obsoleto.
Apesar do Brasil ainda não ter estabelecido uma política para lixo eletrônico, o Ministério do Planejamento através da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação tem implantado Centros de Recondicionamento de Computadores, os CRCs. Cinco estão em funcionamento em Brasília, Porto Alegre, Pernambuco, São Paulo e Belo Horizonte com o objetivo de diminuir os resíduos sólidos ao aproveitar os equipamentos usados e reclicá-los,
Oficina para Inclusão Digital
A Oficina é organizada anualmente pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - SLTI/MP em conjunto com o Comitê Técnico de Inclusão Digital do Governo Federal, atualmente coordenado pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social - Dataprev, e as instituições Sampa.org, Rede de Informações para o Terceiro Setor - RITS, Cidadania Digital, Coletivo Digital, Projeto Saúde & Alegria e Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos - IPSO. Nesta edição, na capital mineira, também fazem parte da organização o governo municipal, por meio da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte - Prodabel, o governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Sectes e um conjunto de parceiros de atuação regional, que constituem o comitê organizador local do evento.
A 8ª. Oficina para Inclusão Digital tem o patrocínio da Dataprev, Serpro, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Petrobras, Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Cemig, Fapemig, Caixa Econômica Federal, Instituto Cidadania Unimed - BH, Cobra Tecnologia e Furukawa. E o apoio da Fundação Clóvis Salgado - Palácio das Artes, Verdemar Supermercado e Padaria, Empresa de Infovias S.A., Sesc Minas Gerais, Associação Municipal de Assistência Social, Ministério da Previdência Social, NEAD/Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Educação, Ministério da Cultura, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério das Comunicações.


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