quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

IBM tem 150 vagas de estágio para alunos de todo o País

Oportunidades são para São Paulo, Rio de Janeiro, Hortolândia
(cidade próxima a Campinas, em SP), Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte.


A IBM Brasil está com inscrições abertas para seu programa de estágio “Passaporte IBM” até a próxima sexta-feira (15/01). São oferecidas 150 vagas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Hortolândia (cidade próxima a Campinas, em SP), Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte. Podem participar alunos com conclusão de curso prevista entre dezembro de 2011 e julho 2012.

Exige-se inglês pelo menos intermediário e os candidatos devem se inscrever somente para as vagas nas áreas que estão cursando. Entre as especializações mais procuradas pela IBM são Ciências da Computação, Engenharia da Computação, Processamento de Dados, Análise de Sistemas e Tecnologia da Informação e demais cursos de Tecnologia. Também há oportunidades para estudantes dos cursos técnicos em Informática e Eletrônica.

A seleção para o programa de estágio é dividida em três fases eliminatórias. Na primeira são feitos testes de inglês e raciocínio lógico. A segunda fase é um processo de dinâmica de grupo. Já a terceira é composta por entrevistas individuais com os gerentes das vagas em aberto.

Os resultados das etapas serão divulgados por e-mail aos candidatos e os aprovados no processo do 1º trimestre de 2010 iniciam seu estágio em março. O estágio tem duração de até dois anos. O valor da bolsa estágio varia de acordo com o nível de inglês, carga horária (4 ou 6 horas) e ano letivo. As inscrições devem ser feitas apenas pelo site www.ibm.com/br/estagio.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Análise: para onde vai o mercado de TI em 2010

Expectativa de crescimento destaca o setor de serviços e o avanço da infraestrutura de telecomunicações.

Por Redação da COMPUTERWORLD

12 de janeiro de 2010 - 07h00


Os investimentos e desembolsos em tecnologia da informação e comunicação (TIC) vão crescer em 2010. Variam as previsões de percentuais, produtos ou mercados mais aquecidos, e o ritmo. Mas a percepção de que as empresas voltaram a contratar é uma unanimidade e reflete a retomada, a partir do segundo semestre, de boa parte dos gastos corporativos que haviam sido suspensos no início de 2009.

As empresas do mercado brasileiro de TIC listadas no ranking CW 300 de Computerworld faturaram, juntas, 114 bilhões de dólares em 2008. Em 2009, o mercado de TIC, segundo a consultoria IDC, cresceu 2,1% e para 2010 as previções são de aumento de 8,1% ou mais.

Vários executivos de corporações internacionais instaladas no Brasil têm recebido das matrizes a missão explícita de expandir o faturamento a uma taxa de dois dígitos. ”Levamos ao board a projeção de um dígito, voltamos com outra, de dois”, conta um empresário. Segundo ele, a revisão das metas para cima está sendo causada, entre outros fatores, pela difusão generalizada no mundo da imagem do Brasil como a “estrela da vez”. Mas a missão é difícil, diante da postura mais cautelosa dos CIOs.

Na opinião do professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp, Sérgio Salles, um dos aspectos mais importantes da economia do setor de TIC no País em 2010 será o predomínio do modelo de oferta de serviços. Outro é o fato de o valor do hardware estar cada vez mais associado ao software que o equipamento traz embarcado. O que explica porque também os fornecedores de máquinas começam a ingressar no modelo do outsourcing.

O movimento está mudando ou já mudou o perfil de várias empresas tradicionais, como a IBM ou a HP. E, nesse processo, a fusão e aquisição de companhias com experiência e clientes nesse mercado é uma estratégia vital. Em 2009, foram muitas consolidações, que devem continuar em 2010, principalmente entre os prestadores de serviços.

O mercado brasileiro de outsourcing de TI conquista posições no mundo e, somado a comunicações, representa cerca de 7% do PIB nacional, segundo o Brasil TI-BPO Book, publicação da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

Assim, as áreas de software e serviços despontam como as grandes forças do segmento. Mas os serviços saem da crise com margens de lucro menores, o que reflete, para vários especialistas, sinal de amadurecimento do mercado. O professor da Unicamp destaca a consolidação de marcas nacionais de alcance global e grande porte, como a Stefanini ou a Ci&T, disputando ao lado de gigantes como a SAP ou a Tata, que amplia gradativamente sua presença no Brasil.

“O próprio CPqD, tradicional centro de desenvolvimento da área de telecomunicações, por muito tempo voltado à venda de hardware, caminha e dedica boa parte de seus investimentos a serviços e software”, diz Salles. O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, conta que a empresa, este ano, cresceu com serviços de gerência de redes, especialmente junto a prefeituras, no setor elétrico e de utilidades. Ele esperava expansão de 1% em 2009, mas de 18% a 20% nas estimativas para 2010.

Um desafio para o segmento de software e serviços, de acordo com estudo Observatório Softex, será o aumento do valor agregado dos projetos. Para isso, entre outras medidas, terá de suprir a carência de profissionais de alta qualificação e, com esse reforço, conquistar fatias da atividade de desenvolvimento de software que estão, atualmente, nos departamentos internos de TI das corporações usuárias.

A maior rentabilidade continua nos projetos com grande customização e que, por isso, também têm custo maior. O que explica, para Salles, a tendência à multiplicação de experiências de “open innovations”, de trabalho compartihado e aberto.

O fator governo
Em 2010, a influência do setor público nos negócios com tecnologia será exercida em polos opostos. De um lado, o governo federal terá que comprar menos, devido às limitações impostas pela legislação em ano de eleições. Tendência diferente de 2009. Pesquisa da consultoria IDC Brasil com 130 instituições governamentais – metade de instâncias estaduais e outra metade federal – realizada no começo do ano passado mostrava que 65% dos gestores acreditavam que seus orçamentos iriam aumentar.

Por outro lado, a União pode induzir investimentos, especialmente por meio das diretrizes a serem defi nidas no Plano Nacional de Banda Larga ou com pacotes de desoneração do setor produtivo, como o anunciado em dezembro último, pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega.

No caso da infraestrutura de telecomunicações, as regras vão orientar iniciativas que têm o objetivo de dar conta parte da rede para ligar o backhaul das operadoras, em cada município, até a casa do usuário. Movimento paralelo à ampliação das redes de acesso móvel à internet, a 3G. A partir dessa grande base para a comunicação de dados, podem se concretizar tendências recorrentes, como cloud computing ou a virtualização.

A reportagem completa sobre este assunto você confere na versão impressa da Computerworld 521.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Email marketing: o que muda na era das redes sociais?

O mercado brasileiro é o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta. Os brasileiros passam, mensalmente, 23h30 minutos na web. Os EUA ficam, em média, 19 horas navegando na rede, ocupando o segundo lugar depois do Brasil (fonte: pesquisa publicada na Época Negócios).


Não é à toa que os gastos com publicidade online e em redes sociais, segundo pesquisa da Nielsen, cresceram 119% por lá, somente no mês de agosto de 2009, em relação ao mesmo período de 2008.

Ainda falando dos americanos, 66% dos anunciantes usaram os canais de mídia social em 2008, contra 20% no ano anterior, de acordo com estudo conduzido pela Association of National Advertisers, BtoB Magazine e a prestadora de serviços de marketing Mktg. O levantamento aponta que 55% dos entrevistados transferiram recursos da mídia tradicional para campanhas realizadas em redes sociais.

No Brasil? Infelizmente não há muitos números sobre o uso desses canais de contato. Aqui, por enquanto, tive acesso apenas aos investimentos em publicidade digital, que cresceram 22,8% no primeiro semestre de 2009, pelo relatório Inter-Meios.

Rumo às mudanças


O cenário é mais do que prova da necessidade urgente de mudanças que devem ocorrer na visão de nosso mercado em relação às redes sociais, ou melhor, na visão das empresas. Os usuários estão a mil. Dos 55 milhões de participantes do Orkut, 54% (29,7 milhões) são brasileiros. Isso mesmo, mais da metade. Porém, os maiores investidores nessa relação social estão fora daqui. Motivos? Diversos. Publicações dizem que tememos exposição, nos preocupamos com a reputação e com o fato de ela ser ameaçada em um contato inédito e aberto com uma infinidade de pessoas.

Reticente às mudanças, ainda continua sendo preferível, para a maioria das companhias, comandar a oferta e fazer com que a demanda seja adequada ao que propõe. É claro que o panorama vai mudar, aliás, já está mudando, porque é mais do que perceptível que o investimento em mídias sociais é um caminho sem volta. Felizmente, mais rápido para alguns que acabam saindo na frente.

Procuro inspirar meu modelo de negócios na capacidade inesgotável de inovação da Amazon.com. Em recente entrevista para o portal HSM, Andreas Weigend, ex-cientista-chefe da Amazon e especialista em comportamento do consumidor online, discorre sobre o poder das mídias sociais para evolução das marcas. Ele aponta que o crescente desejo das pessoas de compartilhar suas opiniões, experiências e aspirações, dá às empresas uma oportunidade de ouro para captar, medir e conectar dados e, depois, utilizá-los no desenvolvimento do novo marketing das redes sociais.

A Amazon não analisa e mensura apenas as transações feitas pelos e-consumidores, mas dá a eles a oportunidade de interagirem até mesmo com feedbacks sobre o tempo de carregamento entre uma página e outra, indicações para a correção de possíveis erros de conteúdo, além de outras inúmeras possibilidades que são exploradas ao máximo para melhoria contínua de seus serviços. Weigend afirma que experimentos e pesquisas mostram que o marketing social costuma ser de cinco a dez vezes mais eficaz do que outras formas de marketing.

Email marketing x Redes Sociais


É nesse ponto que quero chegar. Sabemos que o email marketing é uma ferramenta extremamente mensurável, quando falamos em medir o ROI. Você produz a campanha, define a lista para disparos do email - sempre a uma base opt-in -, envia a ação, mede o número de cliques e consegue ver quem interagiu com sua marca. Mais acesso ao perfil comportamental que isso, apenas... nas redes sociais. Diferentemente do email marketing, a coleta de informações sobre o que pensam de sua empresa, produto e serviço é reativa. Você não emite, você recebe, desde que esteja disposto a abrir um canal onde o fluxo de informações seja transparente.

Se as mídias sociais são oportunidades de ouro para as empresas saberem o que fazer para seguir os rumos atentas ao que seu consumidor anseia, a integração delas com o email marketing é o diamante para uma campanha. Isso porque o email marketing já fornece possibilidades fantásticas para atender ao mercado como ele deseja. Haja vista as ações que podem ser aplicadas para realizar a "segmentação da segmentação".

Já tive a oportunidade de clicar em um produto de meu interesse veiculado em uma campanha de email marketing e, em poucos instantes, receber uma infinidade de temas relacionados ao meu perfil de consumo. Isso é marketing transacional possibilitado pelas diversas funcionalidades que a tecnologia proporciona em um sistema para envio e gestão de ações de marketing por email.

Integrar suas ações de email marketing ao Twitter, por exemplo, já é possível. Poder acompanhar a geração e projeção de sua campanha através dessa integração pelos seguidores é fantástico. As mídias sociais oferecem inúmeros recursos e cabe a nós saber como aproveitá-los.

Os chamados dados sociais - o que você coleta, ou deveria coletar, de informação na era da web 2.0 - servem de subsídios também para estruturação de uma campanha. O trabalho é detalhado, mas compensador. Uma equipe dedicada ao monitoramento digital social é investimento e não centro de custo. As agências de publicidade e propaganda já estão formando áreas exclusivamente dedicadas para esse processo.

Com a pesquisa em mãos, pode-se descobrir opiniões e sugestões altamente relevantes para uma ação digital, seja ela qual for. E, quando for uma ação por email marketing, você pode direcioná-la para um grupo formador de uma mesma opinião - que identificou naquele trabalho minucioso feito nas redes sociais -, mensura, analisa a receptividade, descobre a proveniência dos cliques e, ainda, vai ao encontro do que esse destinatário expôs em rede pública. Ponto positivo! Mais uma vez, mediu a eficiência de sua ação e, ainda, aumentou e muito a probabilidade de fidelizá-lo. O efeito é cíclico, se ele gostar - e olha que as chances de isso acontecer quando se segue esse caminho são bem maiores - novamente é possível ganhar, só que agora, na viralização.

A conquista de seu público, mais uma vez, só depende de você. Fazê-lo proliferar a marca, o produto ou o serviço é consequência de sua ação inicial. Claro que o marketing viral na era social não depende mais de você, mas com certeza pode ser potencializado pelas etapas anteriores. E não se esqueça da lição de casa. Mesmo indo ao encontro do que ele precisa, não se pensará nisso se deixar de cuidar da visualização da campanha, do layout, do HTML e do conteúdo, porque nós, brasileiros, temos uma leve tendência à crítica e se isso acontecer, todo o seu trabalho foi por água abaixo. Um post negativo no Twitter pode dar muito mais repercussão que o positivo.

Por último e não menos importante, se sua empresa não abriu ainda um canal de comunicação público ao mercado, se não investiu na construção de um blog ou participa ativamente de comunidades virtuais/sociais, sinto dizer, mas parece que está bem atrás do mais importante: a vantagem (digital) competitiva.

domingo, 10 de janeiro de 2010

O mistério da porta 25: por que provedores bloqueiam o acesso?

Por Robinson dos Santos, editor-assistente do IDG Now!





Na última terça-feira (5/1), mais um grande provedor brasileiro decidiu fechar a porta do protocolo da internet que é utilizada para envio de e-mail.

A recomendação feita pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) para bloqueio da porta 25 do protocolo TCP, usada para envio de e-mails, começa a ser seguida de forma mais ativa pelos provedores de acesso no Brasil.

Desde terça-feira (5/1), o UOL tem bloqueado o envio de e-mails por essa porta de comunicação, que é considerada um dos principais meios de propagação do spam. No seu lugar, os usuários foram instruídos a adotar a porta 587, que é uma das que exigem autenticação. A porta 587 tem sido oferecida pelo UOL desde 2004.

A medida atinge quem costuma enviar e-mails com ajuda de programas de mensagens, como Outlook, Thunderbird ou IncrediMail. Para continuar a enviar e-mails, essas pessoas terão de alterar a configuração dos programas, seguindo as recomendações do provedor. Usuários de webmail não são afetados.

Num dos e-mails enviados aos assinantes nas últimas semanas, ao qual o IDG Now! teve acesso, o provedor forneceu as instruções para reconfigurações de SMTP e POP, justificando que “a mudança nas configurações tem por objetivo aprimorar o combate a spams, conforme acordo do UOL com o Comitê Gestor da Internet”.

Respaldo internacional
A medida não é nova e foi recomendada oficialmente pelo CGI.br há oito meses, em 24/4, que se apoiou em decisões anteriores de outros organismos internacionais ligados ou não à gestão da internet, como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mas nem todos os provedores a seguem.

Na justificativa para a recomendação, o CGI.br considerou “o crescente abuso de computadores de usuários finais, possivelmente infectados ou mal configurados”, que seriam utilizados para enviar spam e espalhar códigos maliciosos por e-mail.

No aviso aos usuários, o gerente de segurança do UOL, Nelson Novaes, argumenta que “será mais difícil para que computadores zumbis sejam utilizados para o envio de spam”. Zumbi é o nome dado a PCs infectados por programas maliciosos, que permitem o controle da máquina por terceiros.

Além de não ser novidade, a medida já é utilizada por muitos provedores no exterior. O Google, que permite a leitura de seu serviço gratuito Gmail por programas de e-mail, trocou a porta 25 pela 465 e 587. O Yahoo Mail também utiliza a porta autenticada 587.

Servidor pessoal
Mas o bloqueio da porta 25 pode prejudicar quem utiliza servidores pessoais de e-mail em seu próprio PC - ou por razões de segurança, para evitar que terceiros bisbilhotem o conteúdo das mensagens, ou por quem, mesmo não sendo spammer, costuma enviar e-mails a muitos destinatários, como escolas, associações e pequenas empresas.

O sistema de correio eletrônico da internet usa geralmente três componentes: um programa de envio (Mail User Agent), um servidor de transferência de mensagens (Mail Transfer Agent) e um programa de entrega (Mail Delivery Agent).

Para a maioria dos usuários, basta um programa de envio. Tecnicamente, qualquer PC ligado a internet pode atuar também como parte da rede servidores de transferência. No entanto, os servidores de transferência só operam entre si pela porta 25. Ao bloquear essa porta, os provedores reservam para si a tarefa de enviar sua mensagem para outro servidor da internet, impedindo que o PC do usuário a envie diretamente.

No Brasil, a recomendação já era seguida por alguns provedores. O Terra, controlado pela Telefônica, afirmou em comunicado adotar “todas as medidas técnicas recomendadas pelo CGI”, incluindo a autenticação de mensagens via porta 587.

Por sua vez, a TVA, que administra o serviço de banda larga Ajato, declarou por meio de sua assessoria que não bloqueia a porta 25, e que está aguardando a definição de uma data, pelo CGI, para sua implantação.

Spam, o culpado
A principal razão para o bloqueio, segundo o CGI.br, é o combate a spam. “Temos um número muito grande e crescente de máquinas de usuários finais, conectadas via banda larga, mas sem proteção”, afirmou em dezembro a gerente geral do CERT.br, Christine Hoepers, em artigo publicado no site do CGI.br.

Entre as fontes que indicam o Brasil como usado para envio de spam, e que foram listadas pelo CGI.br, estão as listas da Composite Blocking List (CBL). Na quinta-feira (7/1), o Brasil estava em segundo lugar na lista, com 12,28% de domínios que foram flagrados enviando spam (por PCs ou mal configurados, ou vulneráveis por código malicioso). Nesse ranking, o país ficou atrás apenas da Índia, com 15%.

A empresa de harware para redes Cisco chegou a afirmar, em relatório, que o Brasil era líder mundial de spam. Mas o relatório, que avaliou em 7,7% a participação do país no envio das mensagens, baseou sua contagem apenas no país de instalação dos servidores que deram origem ao envio, e não nos reais remetentes, que podem ter disparado o envio de outro país.

Economia de banda
O diretor do CGI.br, Demi Getschko, vê de modo bastante positivo a iniciativa do UOL. “O bloqueio da porta 25 é bom tanto para o usuário como para o provedor, que para de gastar banda à toa com uso pirata”, defende.

No entanto, o diretor esclarece que não há uma ação coordenada de provedores para o bloqueio da porta, nem haverá uma data limite para sua adoção.

“Fizemos cinco ou seis reuniões, com representantes do CERT e de muitos provedores, inclusive o UOL e a Abranet (Associação Brasileira de Internet), até chegar ao texto final da resolução que dá a recomendação aos provedores. Torcemos para que eles adotem a recomendação o mais rapidamente possível, mas o CGI não tem poder para obrigar a fazer. Nosso papel é o de sugerir boas práticas”, esclarece Getschko.

“Em vez da porta 25, o que recomendamos é que o provedor adote uma porta com autenticação. Isso vai dar mais trabalho para o spammer, pois ele terá primeiro que descobrir que portas determinado provedor usa, e depois que senha é utilizada para autenticação”, completa o diretor

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

10 sites e serviços que vão bombar em 2010

Por PCWorld/EUA

Publicada em 05 de janeiro de 2010 às 07h00



Com a chegada do novo ano, aumentam as expectativas sobre o futuro da internet. Selecionamos dez sites que podem chamar a atenção neste ano.

É indiscutível que 2009 foi o ano do Twitter, com o microblog ganhando notoriedade no mundo inteiro e se tornando um dos principais serviços na internet. E para 2010? Preparamos uma lista com dez possíveis sites e serviços que devem ser importantes ao longo deste novo ano.

Fancast Xfinity TV

Após muito tempo comentando sobre isso, a Comcast finalmente lançou uma versão para a internet de sua programação de TV a cabo. Com o novo serviço, o Fancast Xfinity TV, você pode assistir a seus programas no computador. O serviço oferece cerca de 2000 horas de programação de TV e filmes.

Bing

Quando o Bing surgiu no meio de 2009, muitas pessoas se mostraram céticas. Nos perguntamos se a Microsoft teria visão e talento para superar o Google, que já é sinônimo de buscas na internet. Mas o Bing se mostrou competente ao retrabalhar muitos aspectos da busca, oferecendo visualização de imagens e adicionando pesquisa no Twitter.

Após o lançamento, o Bing rapidamente alcançou uma considerável participação no mercado de buscas, tornando-se um competidor legítimo para o Google. Em 2010, com a integração com o Office 2010, o serviço pode ainda atrair mais usuários.

Android Market

Atualmente você encontra o Android em apenas 3,5% dos smartphones do mundo. Mas a consultoria Gartner acredita que o sistema do Google vai se tornar o segundo mais popular até 2012, abaixo apenas do iPhone. Com cerca de 50 novos aparelhos que usarão o sistema e serão lançados em 2010, é de se acreditar que a loja de aplicativos do Android vai dar o que falar em 2010.

Grooveshark

Se o crescimento dos últimos trimestres de 2009 serve de indicativo, então 2010 pode ser excelente para o jovem site de músicas Grooveshark. O serviço permite que o usuário ouça praticamente qualquer música sem custos e com boa qualidade. Bom demais para ser verdade? Inicialmente o modelo de negócios do Grooveshark parece arriscado demais, mas o serviço inclui link direto para iTunes e Amazon para os usuários comprarem versões em melhor qualidade das músicas.

Google Voice

O Google Voice causou controvérsia em 2009 após ter sido rejeitado na App Store do iPhone. A Apple – ou melhor, sua parceira AT&T – tem boas razões para temê-lo, porque o Google Voice foi feito para abalar as estruturas dos negócios de venda de comunicação por voz.

O serviço unifica vários números de telefone em apenas um e gerencia todos os aspectos das comunicações por voz. Mas o que realmente deve chamar a atenção é o baixo preço das ligações para lugares distantes.

As estrelas estão se alinhando para o Google Voice. Recentemente a empresa comprou a Gizmo5, um serviço de VoIP que permite que usuários façam ligações gratuitas ou extremamente baratas de telefones celulares. Como o smartphone Google Phone será desbloqueado para funcionar em qualquer rede de celulares e em redes VoIP sempre que possível, consumidores terão alternativas para comprar o aparelho sem precisar de contratos caros com operadoras, e usar o Google Phone e o Google Voice para fazer ligações.

Justin.tv

Há comentários de que o próximo grande negócio na web serão vídeos ao vivo conectados a dispositivos móveis. O Justin.tv já faz esse tipo de serviço. Ele permite que usuários compartilhem vídeos por streaming de câmeras ou smartphones ao vivo.

É claro que proprietários de conteúdo não estão felizes com isso. Afinal, é possível transmitir conteúdo protegido por direitos autorais através da Justin.TV, mas o site já trabalha com empresas como a Fox para evitar problemas futuros.

Clicker

Encontrar vídeos online é uma tarefa árdua. Por muito tempo a web tinha carência na escolha de filmes e vídeos para assistir. Atualmente, vídeos online estão crescendo rapidamente, e em breve muito do conteúdo estará espalhado por diversos sites.

Usuários precisam de um diretório central para busca de vídeos, e o Clicker oferece esse trabalho. O site encontra a localização do arquivo que se quer ver e o envia para o usuário.

Yammer

Yammer é o Twitter para grupos de trabalho. Parece e funciona exatamente como o Twitter, mas não pergunta “O que está acontecendo?”, e sim “Em que você está trabalhando?”

O Yammer pega o conceito de microblog e coloca para funcionar em redes privadas, que parece dar ao Twitter um senso de propósito. O serviço básico é gratuito.

Wikitravel.org

Quando viajamos para novos lugares, queremos ter as informações mais precisas sobre o destino para evitar surpresas ao sair do avião. Inspirado pela Wikipedia, o Wikitravel oferece montanhas de informações sobre lugares ao redor do globo, e inclui recomendações de coisas para fazer quando estiver no seu destino. Todo o conteúdo é escrito e editado por pessoas que realmente estiveram no lugar.

Postabon

Compras em equipe. Compras sociais. Ótimo conceito. O Postabon é a base de uma comunidade de compradores que postam ofertas vistas pela cidade. No Postabon, esses posts são chamados “Bons”. Caçadores de ofertas que postam muitos Bons são recompensados e reconhecidos pela ajuda ao site. Caçadores de ofertas gostam dessas coisas.

O site detecta sua localização e mostra um mapa com ofertas próximas. O usuário pode escolher que tipo de negócio pretende fazer (beber e comer, fazer compras). Atualmente, o serviço está disponível apenas em Nova York, mas a expectativa é que vá para outros lugares durante 2010.


Menções honrosas

O Google Wave é fantástico, e pode mudar a comunicação na internet, mas não em 2010. Fique atento no Measy, que ajuda a escolher o produto de tecnologia certo após algumas perguntas, assim como o Seesmic, que integra redes sociais.

(Mark Sullivan)