domingo, 10 de janeiro de 2010

O mistério da porta 25: por que provedores bloqueiam o acesso?

Por Robinson dos Santos, editor-assistente do IDG Now!





Na última terça-feira (5/1), mais um grande provedor brasileiro decidiu fechar a porta do protocolo da internet que é utilizada para envio de e-mail.

A recomendação feita pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) para bloqueio da porta 25 do protocolo TCP, usada para envio de e-mails, começa a ser seguida de forma mais ativa pelos provedores de acesso no Brasil.

Desde terça-feira (5/1), o UOL tem bloqueado o envio de e-mails por essa porta de comunicação, que é considerada um dos principais meios de propagação do spam. No seu lugar, os usuários foram instruídos a adotar a porta 587, que é uma das que exigem autenticação. A porta 587 tem sido oferecida pelo UOL desde 2004.

A medida atinge quem costuma enviar e-mails com ajuda de programas de mensagens, como Outlook, Thunderbird ou IncrediMail. Para continuar a enviar e-mails, essas pessoas terão de alterar a configuração dos programas, seguindo as recomendações do provedor. Usuários de webmail não são afetados.

Num dos e-mails enviados aos assinantes nas últimas semanas, ao qual o IDG Now! teve acesso, o provedor forneceu as instruções para reconfigurações de SMTP e POP, justificando que “a mudança nas configurações tem por objetivo aprimorar o combate a spams, conforme acordo do UOL com o Comitê Gestor da Internet”.

Respaldo internacional
A medida não é nova e foi recomendada oficialmente pelo CGI.br há oito meses, em 24/4, que se apoiou em decisões anteriores de outros organismos internacionais ligados ou não à gestão da internet, como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mas nem todos os provedores a seguem.

Na justificativa para a recomendação, o CGI.br considerou “o crescente abuso de computadores de usuários finais, possivelmente infectados ou mal configurados”, que seriam utilizados para enviar spam e espalhar códigos maliciosos por e-mail.

No aviso aos usuários, o gerente de segurança do UOL, Nelson Novaes, argumenta que “será mais difícil para que computadores zumbis sejam utilizados para o envio de spam”. Zumbi é o nome dado a PCs infectados por programas maliciosos, que permitem o controle da máquina por terceiros.

Além de não ser novidade, a medida já é utilizada por muitos provedores no exterior. O Google, que permite a leitura de seu serviço gratuito Gmail por programas de e-mail, trocou a porta 25 pela 465 e 587. O Yahoo Mail também utiliza a porta autenticada 587.

Servidor pessoal
Mas o bloqueio da porta 25 pode prejudicar quem utiliza servidores pessoais de e-mail em seu próprio PC - ou por razões de segurança, para evitar que terceiros bisbilhotem o conteúdo das mensagens, ou por quem, mesmo não sendo spammer, costuma enviar e-mails a muitos destinatários, como escolas, associações e pequenas empresas.

O sistema de correio eletrônico da internet usa geralmente três componentes: um programa de envio (Mail User Agent), um servidor de transferência de mensagens (Mail Transfer Agent) e um programa de entrega (Mail Delivery Agent).

Para a maioria dos usuários, basta um programa de envio. Tecnicamente, qualquer PC ligado a internet pode atuar também como parte da rede servidores de transferência. No entanto, os servidores de transferência só operam entre si pela porta 25. Ao bloquear essa porta, os provedores reservam para si a tarefa de enviar sua mensagem para outro servidor da internet, impedindo que o PC do usuário a envie diretamente.

No Brasil, a recomendação já era seguida por alguns provedores. O Terra, controlado pela Telefônica, afirmou em comunicado adotar “todas as medidas técnicas recomendadas pelo CGI”, incluindo a autenticação de mensagens via porta 587.

Por sua vez, a TVA, que administra o serviço de banda larga Ajato, declarou por meio de sua assessoria que não bloqueia a porta 25, e que está aguardando a definição de uma data, pelo CGI, para sua implantação.

Spam, o culpado
A principal razão para o bloqueio, segundo o CGI.br, é o combate a spam. “Temos um número muito grande e crescente de máquinas de usuários finais, conectadas via banda larga, mas sem proteção”, afirmou em dezembro a gerente geral do CERT.br, Christine Hoepers, em artigo publicado no site do CGI.br.

Entre as fontes que indicam o Brasil como usado para envio de spam, e que foram listadas pelo CGI.br, estão as listas da Composite Blocking List (CBL). Na quinta-feira (7/1), o Brasil estava em segundo lugar na lista, com 12,28% de domínios que foram flagrados enviando spam (por PCs ou mal configurados, ou vulneráveis por código malicioso). Nesse ranking, o país ficou atrás apenas da Índia, com 15%.

A empresa de harware para redes Cisco chegou a afirmar, em relatório, que o Brasil era líder mundial de spam. Mas o relatório, que avaliou em 7,7% a participação do país no envio das mensagens, baseou sua contagem apenas no país de instalação dos servidores que deram origem ao envio, e não nos reais remetentes, que podem ter disparado o envio de outro país.

Economia de banda
O diretor do CGI.br, Demi Getschko, vê de modo bastante positivo a iniciativa do UOL. “O bloqueio da porta 25 é bom tanto para o usuário como para o provedor, que para de gastar banda à toa com uso pirata”, defende.

No entanto, o diretor esclarece que não há uma ação coordenada de provedores para o bloqueio da porta, nem haverá uma data limite para sua adoção.

“Fizemos cinco ou seis reuniões, com representantes do CERT e de muitos provedores, inclusive o UOL e a Abranet (Associação Brasileira de Internet), até chegar ao texto final da resolução que dá a recomendação aos provedores. Torcemos para que eles adotem a recomendação o mais rapidamente possível, mas o CGI não tem poder para obrigar a fazer. Nosso papel é o de sugerir boas práticas”, esclarece Getschko.

“Em vez da porta 25, o que recomendamos é que o provedor adote uma porta com autenticação. Isso vai dar mais trabalho para o spammer, pois ele terá primeiro que descobrir que portas determinado provedor usa, e depois que senha é utilizada para autenticação”, completa o diretor

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

10 sites e serviços que vão bombar em 2010

Por PCWorld/EUA

Publicada em 05 de janeiro de 2010 às 07h00



Com a chegada do novo ano, aumentam as expectativas sobre o futuro da internet. Selecionamos dez sites que podem chamar a atenção neste ano.

É indiscutível que 2009 foi o ano do Twitter, com o microblog ganhando notoriedade no mundo inteiro e se tornando um dos principais serviços na internet. E para 2010? Preparamos uma lista com dez possíveis sites e serviços que devem ser importantes ao longo deste novo ano.

Fancast Xfinity TV

Após muito tempo comentando sobre isso, a Comcast finalmente lançou uma versão para a internet de sua programação de TV a cabo. Com o novo serviço, o Fancast Xfinity TV, você pode assistir a seus programas no computador. O serviço oferece cerca de 2000 horas de programação de TV e filmes.

Bing

Quando o Bing surgiu no meio de 2009, muitas pessoas se mostraram céticas. Nos perguntamos se a Microsoft teria visão e talento para superar o Google, que já é sinônimo de buscas na internet. Mas o Bing se mostrou competente ao retrabalhar muitos aspectos da busca, oferecendo visualização de imagens e adicionando pesquisa no Twitter.

Após o lançamento, o Bing rapidamente alcançou uma considerável participação no mercado de buscas, tornando-se um competidor legítimo para o Google. Em 2010, com a integração com o Office 2010, o serviço pode ainda atrair mais usuários.

Android Market

Atualmente você encontra o Android em apenas 3,5% dos smartphones do mundo. Mas a consultoria Gartner acredita que o sistema do Google vai se tornar o segundo mais popular até 2012, abaixo apenas do iPhone. Com cerca de 50 novos aparelhos que usarão o sistema e serão lançados em 2010, é de se acreditar que a loja de aplicativos do Android vai dar o que falar em 2010.

Grooveshark

Se o crescimento dos últimos trimestres de 2009 serve de indicativo, então 2010 pode ser excelente para o jovem site de músicas Grooveshark. O serviço permite que o usuário ouça praticamente qualquer música sem custos e com boa qualidade. Bom demais para ser verdade? Inicialmente o modelo de negócios do Grooveshark parece arriscado demais, mas o serviço inclui link direto para iTunes e Amazon para os usuários comprarem versões em melhor qualidade das músicas.

Google Voice

O Google Voice causou controvérsia em 2009 após ter sido rejeitado na App Store do iPhone. A Apple – ou melhor, sua parceira AT&T – tem boas razões para temê-lo, porque o Google Voice foi feito para abalar as estruturas dos negócios de venda de comunicação por voz.

O serviço unifica vários números de telefone em apenas um e gerencia todos os aspectos das comunicações por voz. Mas o que realmente deve chamar a atenção é o baixo preço das ligações para lugares distantes.

As estrelas estão se alinhando para o Google Voice. Recentemente a empresa comprou a Gizmo5, um serviço de VoIP que permite que usuários façam ligações gratuitas ou extremamente baratas de telefones celulares. Como o smartphone Google Phone será desbloqueado para funcionar em qualquer rede de celulares e em redes VoIP sempre que possível, consumidores terão alternativas para comprar o aparelho sem precisar de contratos caros com operadoras, e usar o Google Phone e o Google Voice para fazer ligações.

Justin.tv

Há comentários de que o próximo grande negócio na web serão vídeos ao vivo conectados a dispositivos móveis. O Justin.tv já faz esse tipo de serviço. Ele permite que usuários compartilhem vídeos por streaming de câmeras ou smartphones ao vivo.

É claro que proprietários de conteúdo não estão felizes com isso. Afinal, é possível transmitir conteúdo protegido por direitos autorais através da Justin.TV, mas o site já trabalha com empresas como a Fox para evitar problemas futuros.

Clicker

Encontrar vídeos online é uma tarefa árdua. Por muito tempo a web tinha carência na escolha de filmes e vídeos para assistir. Atualmente, vídeos online estão crescendo rapidamente, e em breve muito do conteúdo estará espalhado por diversos sites.

Usuários precisam de um diretório central para busca de vídeos, e o Clicker oferece esse trabalho. O site encontra a localização do arquivo que se quer ver e o envia para o usuário.

Yammer

Yammer é o Twitter para grupos de trabalho. Parece e funciona exatamente como o Twitter, mas não pergunta “O que está acontecendo?”, e sim “Em que você está trabalhando?”

O Yammer pega o conceito de microblog e coloca para funcionar em redes privadas, que parece dar ao Twitter um senso de propósito. O serviço básico é gratuito.

Wikitravel.org

Quando viajamos para novos lugares, queremos ter as informações mais precisas sobre o destino para evitar surpresas ao sair do avião. Inspirado pela Wikipedia, o Wikitravel oferece montanhas de informações sobre lugares ao redor do globo, e inclui recomendações de coisas para fazer quando estiver no seu destino. Todo o conteúdo é escrito e editado por pessoas que realmente estiveram no lugar.

Postabon

Compras em equipe. Compras sociais. Ótimo conceito. O Postabon é a base de uma comunidade de compradores que postam ofertas vistas pela cidade. No Postabon, esses posts são chamados “Bons”. Caçadores de ofertas que postam muitos Bons são recompensados e reconhecidos pela ajuda ao site. Caçadores de ofertas gostam dessas coisas.

O site detecta sua localização e mostra um mapa com ofertas próximas. O usuário pode escolher que tipo de negócio pretende fazer (beber e comer, fazer compras). Atualmente, o serviço está disponível apenas em Nova York, mas a expectativa é que vá para outros lugares durante 2010.


Menções honrosas

O Google Wave é fantástico, e pode mudar a comunicação na internet, mas não em 2010. Fique atento no Measy, que ajuda a escolher o produto de tecnologia certo após algumas perguntas, assim como o Seesmic, que integra redes sociais.

(Mark Sullivan)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Segurança em redes sociais internas é questão de educação

Por Gilberto Pavoni Junior | Especial para o IT Web
Matéria do dia 23/12/2009

Empresas devem criar políticas e educar funcionários ao usarem as novas mídias em processos internos

A popularização das redes sociais nos últimos dois anos promoveu um novo fenômeno na segurança digital. Pessoas com pouca ou nenhuma cautela no trato de dados privados inundaram a internet fazendo os olhos de criminosos digitais se voltarem rapidamente para essas novas mídias de relacionamento. Não há pesquisas sobre quantos descuidados existem nas redes sociais. Mas, o Ibope estima que dos 66 milhões de internautas no Brasil, aproximadamente 80% participam de redes sociais. É nesse universo que os larápios do mundo digital buscam suas vítimas.

Os truques mais usados para invadir computadores e roubar informações fazem parte do arsenal conhecido como engenharia social. "Os criminosos aproveitam a ingenuidade das pessoas e lançam mensagens com links falsos que possuem todo tipo de malware", explica o gerente de suporte técnico para América Latina da McAfee, José Matias.

Com a tendência de as empresas passarem a utilizar cada vez mais as redes sociais em processos internos, a preocupação com esse tipo de comportamento negligente passará a ser uma questão de segurança corporativa. Nenhuma empresa vai gostar que seus funcionários tenham o mesmo tipo de descuido que vem marcando o uso de sites como Facebook, Orkut e Twitter pelo mundo nos últimos meses.

Dados para que as companhias comecem desde já a se preocuparem com isso não faltam. A Cisco estima que o worm Koobface, que se tornou uma praga em redes sociais em 2009, tenha infectado mais de 3 milhões de computadores desde que surgiu em 2008. Outro recente levantamento da empresa de segurança Sophos dá mais dramaticidade a essa situação. A pesquisa mostra que 46% dos usuários do Facebook aceitam amizades de perfis falsos sem qualquer critério de avaliação. O mais preocupante é que esse tipo de atitude tem aumentado. Em 2007, cerca de 41% dos ativos nessa rede tinham tal comportamento negligente.

Para Matias, as empresas deverão investir em treinamento e educação quando adotarem redes sociais internas. "As infraestruturas tecnológicas no ambiente corporativo são boas e as políticas sobre informação estratégica já estão estabelecidas, o problema passa a ser o modo como o funcionário usa esse novo ambiente", diz.


O lado bom

Segundo ele, apesar da preocupação que o cenário causa, existe um novo fator favorável nesse hype de Internet social. A popularização delas foi tão abrangente e rápida que fez usuários, criminosos e empresas de segurança entrarem nesse novo ambiente para testar suas possibilidades quase ao mesmo tempo. Isso deve diminuir a janela de vulnerabilidade que existia. "As empresas conseguem corrigir as falhas em menos tempo, antigamente o processo demorava mais porque os criminosos estavam sempre na frente", completa.

Mesmo assim, o especialista aconselha as empresas a criarem desde já práticas de segurança para redes sociais internas focadas nas novas formas de utilização que vem sendo consagradas nesse meio. "Se a empresa não entender como o funcionário quer usar essa nova mídia, ele irá burlar a segurança. Por outro lado, se o usuário não entender a política da empresa poderá trazer prejuízos enormes", enfatiza.

Leia também:
Todas as reportagens do especial redes sociais

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Redes sociais reúnem vagas de emprego no começo de 2010

Empresas e recrutadores contam com a rapidez do Twitter ou o alcance do LinkedIn na hora de encontrar o colaborador ideal.


Em busca de oportunidades de trabalho? As redes sociais estão aí para ajudar. Cada vez mais empresas e profissionais buscam o apoio desses serviços para fazer contatos e divulgar vagas.

Mas o candidato precisa estar atento - e ser rápido. Graças à agilidade da web, o tempo entre o anúncio e o preenchimento de uma vaga pode ser reduzido a horas.

A preferência pelas redes sociais é confirmada pela consultora de recursos humanos Juliana Beber, da empresa de recrutamento Proativ. Para ela, as redes são o meio mais eficaz de encontrar profissionais de TI. “É onde eles estão inseridos”, pondera.

Os ambientes online preferidos de Juliana, que já atendeu clientes como Dell e CPM Braxis, são os grupos de discussão focados em tecnologia, como os do Yahoo. Sites como APInfo, NetCarreiras, InfoJobs e LinkedIn também entram no radar da consultora.

Para Juliana, a principal vantagem está no tempo de resposta. “Em um dia já tenho indicações”, afirma. Ela ressalta que o retorno nem sempre é imediato. “Às vezes a indicação não vem do grupo, mas de indicações de amigos de amigos que leram a mensagem”, conta.

Competências específicas
Os sites tradicionais, como o APInfo, também são preferidos pela diretora de recursos humanos da Resource, Vilma Guilherme. Mas, na hora de garimpar talentos com competências específicas, a empresa de alocação, outsourcing e projetos de TI não dispensa as redes sociais.

“Utilizamos as redes sociais quando temos vagas com perfis específicos, como é o caso nas áreas de Business Intelligence, SAP e Service Oriented Architecture, por exemplo”, conta Vilma. “A rede social é um recurso a mais nessa busca.”

Para encontrar candidatos às cerca de 200 vagas de que dispõe em média por mês, a Resource utiliza preferencialmente os sites de divulgação de vagas e de recebimento de currículos, e também os grupos de discussão do Yahoo.

Mesmo que a empresa não utilize redes sociais, é bem provável que as vagas sejam divulgadas por meio delas, graças à colaboração dos usuários. É o que acontece no Twitter.

Rapidez e cautela
Para não perder oportunidades, o ideal é acompanhar a divulgação das vagas com regularidade e responder às indicações o mais rápido possível - o ideal é ter uma cópia do currículo pronta e atualizada, seja no pen drive ou no webmail.

No entanto, tome o cuidado de conferir quem vai receber seu currículo, para que seus dados pessoais não sejam utilizados de forma indevida.

Confira algumas das redes sociais e dos sites que divulgam oportunidades de trabalho.



APInfo
– No site apinfo.com, que afirma não ser ligado a qualquer organização, é possível encontrar vagas em TI e cadastrar currículos para busca por eventuais empregadores.

BinarioBrGrupo de discussão com foco na divulgação de vagas em TI. Atualmente com mais de 4.300 membros, é hospedado no Yahoo Grupos. As vagas também são divulgadas pelo Twitter (twitter.com/binariobr).

EmpregoBrasil – Perfil no Twitter (twitter.com/empregobrasil) que tem 6.400 seguidores. Suas ofertas incluem empregos, trabalhos, concursos e estágios em todo o Brasil.

EmpregosVagas – Perfil no Twitter (twitter.com/empregosvagas) com 4.200 seguidores. Também inclui vagas de todas as áreas, incluindo TI.

InfoJobsSite para divulgação de vagas e cadastro de currículos, atualmente com 325 mil vagas em todas as áreas; dessas, 12 mil são de TI.

LinkedIn – Além de servir como ferramenta de networking, a rede social permite cadastrar e buscar vagas, que podem ser pesquisadas por país e palavra-chave.

Link Zero – Perfil no Twitter (twitter.com/link_zero) com mais de 6 mil seguidores. Divulga vagas na área de Comunicação, o que no caso inclui as diversas profissões ligadas à web.

NetCarreiras - Site que tem o apoio de grandes empresas de serviços em TI. Atualmente tem mais de 1.700 vagas disponíveis. A página inicial traz um ranking dos cargos mais disputados.

SouJava (Sociedade de Usuários Java) – Sua página (soujava.org.br) traz uma seção que dá acesso às ofertas de emprego divulgadas pelo site.

TrabalhandoBr – Perfil no Twitter (twitter.com/trabalhandobr) com 3.400 seguidores. Embora divulgue vagas em qualquer área, as oportunidades em TI são constantes.

Vagas.com.br – Seu perfil no Twitter (twitter.com/vagas) tem mais de 23 mil seguidores. Além de vagas, divulga artigos e dicas, além de oportunidades de concurso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os 5 piores pesadelos da década em TI

Ataques a sites ou redes sociais e pragas que vêm por e-mail estão entre os problemas do período.





A internet é a principal responsável pelas maiores lições de segurança da década. Sem ela, você provavelmente não reconheceria os termos phising, cibercrime, vazamento de dados ou botnet.

O IDG Now! preparou uma lista com os cinco piores pesadelos de segurança que atormentaram empresas, governos e pessoas nos últimos dez anos.

1. Guerra cibernética

O que começou pequeno acabou se tornando muito, muito grande. Em fevereiro de 2000, um adolescente canadense conhecido na internet como Mafiaboy usou floods automatizados de trafégo incompleto de internet para atacar sites como o Amazon, CNN, Dell, eBay e Yahoo, tirando-os do ar com um ataque que é conhecido hoje como negação de serviço (DDoS).

A pessoa por trás de Mafiaboy, Michael Calce, foi declarada culpada de 55 a 66 acusações de travessura e condenado a oito meses de detenção. Mais tarde, Calce escreveu um livro sobre sua experiência, chamado "Mafiaboy: Como Quebrei a Internet e Como Ela Ainda Está Quebrada" (Mafiaboy: How I Cracked the Internet and Why It’s Still Broken).

Alguns especialistas dizem que todas as ameaças à segurança fazem parte de um círculo de motivações que incluem de diversão e lucro a política. E com os ataques DDoS não foi diferente: criminosos oportunistas começaram a usar o método para chantagear vários sites.

2. Malwares

Vírus e worms sempre estiveram por perto, mas no verão de 2001 um worm agressivo ameaçou tirar do ar o site oficial da Casa Branca. Chamado de Code Red, o worm gerou uma reunião sem precedentes com o Centro de Proteção a Infraestruturas Nacionais do FBI, o CERT, o Federal Computer Incident Response Center (FedCIRC), o Information Technology Association of America (ITAA), o Instituto SANS e a Microsoft.

Dois anos mais tarde, a Microsoft se uniu novamente ao Serviço Secreto norte-americano, ao FBI e depois à Interpol para oferecer uma recompensa de 250 mil dólares por informações sobre o paradeiro dos responsáveis pelo SoBig, MSBlast e por outros grandes vírus da época.

Esse tipo de cooperação pública e privada é raro, mas aconteceu mais uma vez no começo de 2009, quando um conficker ameaçou prejudicar a internet à meia noite do dia 1.º de abril. Isso não aconteceu graças ao trabalho único de companhias rivais de antivírus que colaboraram com agências governamentais sob o nome Conficker Working Group.

3. Ataques ao MySpace, Facebook, e Twitter

No começo da década, os especialistas de segurança das empresas tiveram problemas com o uso, pelos funcionários, de mensagens instantâneas da AOL e do webmail do Yahoo, além de redes ponto-a-ponto. Essas aplicações causaram falhas nos firewalls corporativos, abrindo várias portas que criaram oportunidades para códigos maliciosos.

No final da década, as preocupações principais foram com o Facebook, Twitter e outros aplicativos da web 2.0.

Em 2005, um adolescente assumiu a autoria do worm Samy no MySpace, algo que destacou um problema central da web 2.0 – colaborações de conteúdo feitas por usuários poderiam conter malware. Mesmo com correções de privacidade, o Facebook tinha seu próprio worm, chamado Koobface.

Em 2009, o Twitter também passou pelo mesmo problema, atraindo seu próprio malware e colocando em destaque os riscos das URLs com tamanho reduzido.

4. Vírus organizados e crime organizado

Depois do ataque do vírus Melissa em 1999, os vírus de e-mail infestaram os PCs no ano seguinte com o ILOVEYOU, que congestionou os servidores de e-mail de todo o mundo em apenas cinco horas.

Como os filtros de spam ajudaram a bloquear e-mails em massa, usuários mal intencionados tiveram que explorar outras possibilidades, como worms que se espalham sozinhos.

Pouco depois de o programa de recompensa da Microsoft ter ajudado a prender Sven Jaschen, autor do Netsky e do Sasser, em 2004, a imagem de um único autor criando virus no porão da casa dos pais sumiu, dando lugar ao crime organizado.

5. Botnets

Com o auxílio financeiro do crime organizado, as máfias se ampliaram e aperfeiçoaram os malwares.

Em 2007, o worm Storm começou a se comunicar com outros computadores comprometidos pela mesma praga, formando uma rede de computadores comprometidos, todos usando o protocolo ponto-a-ponto Overnet. Esse protocolo permitia ao operador enviar uma campanha de spam ou usar os computadores para lançar um ataque DDoS.

O Storm não foi o único. O Nugache, outro vírus, também estava construindo uma botnet. E há muitos outros. Hoje, as botnets se espalharam aos sistemas operacionais Mac OS e Linux.