quarta-feira, 31 de março de 2010

Abertas inscrições de trabalhos para o 34º Encontro Anual da Anpocs, cujo tema será Ciberpolítica, Ciberativismo e Cibercultura


Já estão abertas as inscrições de tabalhos para o 34º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), que vai ser realizado de 25 a 29 de outubro, em Caxambu (MG). O Seminário Temático (ST) será sobre Ciberpolítica, Ciberativismo e Cibercultura. Poderão apresentar trabalhos mestrandos, mestres e doutores.

Os resumos de textos devem ser enviados até o dia 26 de abril.


O ST Ciberpolítica, ciberativismo e cibercultura pretende reunir pesquisadores que investigam os impactos das NTICs sobre várias dimensões das sociedades contemporâneas, tendo como foco três campos de investigação: a) ciberativismo, ou seja, o emprego das NTICs para promover novas formas de ação coletiva e ampliação da cidadania; b) ciberpolítica, ou seja, os impactos das NTICs sobre os sistemas políticos, abrangendo desde as instituições tradicionais de tais sistemas, até a criação de novos espaços de deliberação e participação propiciados pelo emprego destas mesmas NTICs na esfera pública; c) cibercultura, isto é, trabalhos que investigam como as NTICs estão propiciando a emergência de novas formas de identidades coletivas e processos de criação simbólica que integram os diversos atores sociais em novos universos de referência cultural.
Mais informações sobre os seminários e regras para submissão de papers e painéis podem ser encontradas no portal da Anpocs:

www.encontroanpocs.org.br/2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Meio quilo por habitante


É quanto o Brasil gera, todos os anos, contando apenas os computadores pessoais jogados fora.
Patrícia Cornils


ARede nº56.março de 2010 - O Brasil é campeão na geração de lixo eletrônico a partir de computadores, de acordo com estudo realizado, em onze países emergentes, pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep) e pela organização não-governamental Solving the E-Waste Problem (StEP). Divulgado em fevereiro, o levantamento mostra que os computadores que vão para o lixo todos os anos, no Brasil, somam mais de 0,5 quilo de resíduos por habitante. Poderiam ser recondicionados e continuar em uso. Ou ser reciclados, para que os componentes voltassem à cadeia de produção. Mas são descartados, e, pior, sem nenhum cuidado para impedir que os itens tóxicos contaminem o ambiente. Depois do Brasil, no estudo, estão África do Sul, México e Marrocos, que geram entre 0,4 e 0,5 quilo por habitante/ano de lixo; Peru e China, com 0,2 quilo/habitante/ano; e Senegal, Kenya, Uganda, Colômbia e Índia (0,15 por habitante/ano).


Se forem considerados, além de computadores, outros equipamentos eletrônicos, a quantidade de lixo eletrônico gerada pelos brasileiros chega a 1,9 quilo por habitante por ano.
Além de ocupar o primeiro lugar em descarte irresponsável de computadores, o país – o que tem menos dados e estudos oficiais ou centralizados sobre o tema, entre os participantes da pesquisa – também é o mais carente de marcos regulatórios para definir as responsabilidades dos consumidores, fabricantes e do poder público na gestão desses resíduos e na maneira de descartá-los. “O estudo equivale a uma senhora bronca no governo brasileiro e nas associações de classe do setor eletroeletrônico”, observa Felipe Andueza, analista ambiental e participante do Coletivo Lixo Eletrônico. Parece que o lixo eletrônico não é muita prioridade para a associação que representa, a nível federal, a maioria das empresas de fabricação ou montagem, escreveram os autores do estudo da Unep. “A ausência de uma lei geral de gerenciamento de resíduos é o principal obstáculo para que se regulamente o que fazer com o lixo eletrônico”, completam. Um grupo de trabalho criado na Câmara dos Deputados para debater o Plano Nacional de Resíduos Sólidos apresentou seu relatório final, em outubro, mas o texto não foi ainda aprovado pela Comissão de Meio


Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Casa. Não se sabe quando a proposta, que desde 1991 teve variadas versões no Congresso, vai a plenário. Enquanto isso, aumenta a quantidade de lixo eletrônico gerada no Brasil. O estudo da Unep considerou, a partir de dados sobre a base instalada, que o Brasil gerou, em 2005, 368,3 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos (computadores, impressoras, celulares, televisores e refrigeradores), dos quais 96,8 mil seriam computadores.
Avalanche de lixo
No estudo, o ciclo de vida de um computador foi definido em cinco anos. Comparando-se os PCs vendidos no país em 2000 (2,9 milhões de desktops) e os vendidos em 2009 (12 milhões de desktops e notebooks), pode-se imaginar como o problema aumentou. “O descarte de equipamentos, no Brasil, não tem relação proporcional com o aumento do consumo porque os eletrônicos raramente são jogados fora quando quebram ou são substituídos por outro mais novo. Em geral, são estocados ou reutilizados antes de ser descartados, ao se tornarem realmente obsoletos”, explica Andueza. Além disso, a maior parte das pesquisas não leva em conta os equipamentos comprados no mercado informal. Não há dados confiáveis sobre o descarte enquanto não houver modelo de responsabilidade definido e sistema de coleta implementado, lamenta ele.
De qualquer maneira, pode-se supor que os números são gigantes. Em 2008, a comissão de sustentabilidade do Centro de Computação Eletrônica da


Universidade de São Paulo (CCE/USP) recolheu, no Dia do Meio Ambiente, seus equipamentos fora de uso. Também pediu aos 200 funcionários para levarem as máquinas obsoletas que tivessem em casa. Em um só dia, foram reunidas cinco toneladas de equipamentos. A USP tem mais de 15 mil funcionários e mais de 8 mil professores, compara a professora Tereza Cristina M. B. Carvalho, diretora do CCE. “Quanto não se deve gerar de lixo eletrônico, somente nos campi da universidade?”, questiona ela. De posse das cinco toneladas de lixo eletrônico, o CCE começou a procurar empresas de reciclagem. Só uma aceitou o lixo, pelo qual pagaria R$ 1,2 mil, se a instituição concordasse em transportar o material até o local de reciclagem. Em São Paulo, há cerca de 450 empresas de reciclagem, calcula a professora: “Estranhamos o fato de que não se interessaram pelos descartes e submetemos ao Massachussets Institute of Technology (MIT) um projeto para pesquisar por quê isso acontecia”.
A pesquisa constatou que essas empresas são muito especializadas: uma recicla apenas plásticos, outra, metais ferrosos, outra, metais não-ferrosos, outra, vidros. Por isso, o lixo só interessa depois de separado. O CCE fez, então, um convênio com a Itautec, que tem um centro de logística reversa, para adquirir tecnologia de separar os equipamentos. O CCE investiu R$ 630 mil na implantação do Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir), cuja finalidade é receber, separar e encaminhar a empresas de reciclagem as máquinas descartadas pela USP. O Cedir tem como meta processar até 500 computadores por mês (cada um pesa dez quilos, em média) mas dispõe de capacidade para chegar a mil. O foco era receber os descartes da USP, mas a notícia da inauguração, em dezembro, gerou uma demanda enorme por parte de pessoas que querem dar um fim ambientalmente seguro a seus equipamentos.




Diariamente, chegam de 20 a 40 e-mails de pessoas querendo doar máquinas. Portanto, a partir de abril, o centro vai receber doações do público.


A premissa básica do Cedir é garantir um fim sustentável para o lixo eletrônico, fazendo-o voltar à cadeia produtiva por meio da reciclagem dos componentes reaproveitáveis, ou os entregando a empresas que realizem um descarte final ambientalmente correto. O centro pretende recuperar o investimento inicial e se tornar economicamente sustentável em três anos. No momento, se dedica a rever seus processos de separação de resíduos, para entregá-los de maneira atraente às recicladoras com as quais pretende fazer parceria. O Cedir também estuda formas de trabalhar em conjunto com comunidades ou associações de catadores, com o propósito de agregar uma dimensão social ao projeto.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Instituto do Legislativo promove palestra sobre Linux


O Instituto do Legislativo Paulista (ILP) irá promover, para toda a comunidade, a palestra Linux: Os programas gratuitos como fonte de inclusão social, em 26 de março, sexta-feira, com objetivo formar agentes multiplicadores de forma a disseminar o conhecimento sobre novas ferramentas da informática disponíveis à população. A palestra será ministrada por Cristina Simões e acontecerá na sala de aula do Instituto, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, das 16h às 19 horas.


Diante das constantes modificações tecnológicas que têm sofrido a sociedade atual, ter conhecimento dos diversos sistemas e programas de computador torna-se uma forma eficiente de administração do tempo, dos relacionamentos, procura por trabalho e exercício da cidadania. Na palestra serão abordados o histórico e as vantagens do uso, além do impacto social e econômico do sistema operacional.


Para se inscrever, a fim de assistir a palestra, o interessado deve acessar página do ILP na internet

Sistema operacional desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds, no Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki, o Linux, implantado em 05 de outubro de 1991, tem grande aceitação por conta da arquitetura interna e portabilidade.



O simpático pinguim como mascote do surge, em 1996, contrariando a ideia que um sistema operacional de informática deveria ser simbolizado por montros ou animais agressivos.

terça-feira, 23 de março de 2010

Acabando com a guerra de trincheiras da internet


23/03/2010 - O professor Yochai Benkler, um dos mais importantes pesquisadores sobre a internet e o surgimento da economia da sociedade em rede, publicou ontem, no New York Times, um
artigo em que critica o Plano de Banda Larga dos Estados Unidos, anunciado na semana passada pela Federal Communications Commision, a agência reguladora de telecomunicações.

O ponto central de sua crítica é que o plano da FCC poderá incentivar o aumento da rede de banda larga daquele país, mas dificilmente vai conseguir que o serviço chegue a preços acessíveis e velocidades altas aos lares americanos, porque não estimula a competição entre várias operadoras.

O texto, escreveu Demi Getschko em sua página no Twitter, tem paralelos interessantes com o Brasil. É verdade: na maior parte do país não há competição no provimento de serviços de banda larga. E este é um dado fundamental a ser levado em consideração quando o país está fazendo seu próprio plano para tornar a banda larga acessível -- em termos de existência da rede e de preços que os brasileiros possam pagar -- a todo o país. Segue a tradução do artigo:

"Imagine que por US$ 33,00 mensais você poderia contratar um acesso à internet duas vezes mais rápido do que você recebe, hoje, da Verizon ou da Comcast, em um pacote com TV digital de alta definição, sem limite de chamadas de longa distância ou internacionais para 70 países e conexão sem fio para seu laptop ou smartphone em boa parte do país.

Você pode comprar um pacote assim na França e há serviços com preços e velocidades parecidos em outros países onde há competição no mercado de telecomunicações. Mas não nos Estados Unidos. Os preços aqui são de três a cinco vezes mais caros para os serviços com maior velocidade -- são os preços mais altos entre os países desenvolvidos.

O Plano Nacional de Banda Larga da Federal Communications Commission (FCC), anunciado na semana passada, tem como meta oferecer serviços de banda larga quase universais e a preços acessíveis até 2020. Ao mesmo tempo em que dá passos maravilhosos -- incluindo esforços importantes para abrir espaço no espectro de frequências -- ele não vai à raiz do problema de acesso: sem uma ampla política de estímulo à competição, os Estados Unidos vão continuar na lanterninha dos países desenvolvidos no que diz respeito ao serviço de banda larga.

Veja as "100 Squared Initiative” da FCC, iniciativa prevista no plano para entregar serviços de 100 megabits-por-segundo a 100 milhões de lares americanos, com tarifas acessíveis, até 2020. Alcançar a velocidade desejada não vai ser complicado, a indústria já está a caminho de chegar lá nos próximos dez anos.

O problema é o preço acessível -- porque não há competição forçando uma queda nesses preços. De acordo com o plano, apenas 15% dos lares poderão escolher entre mais de um provedor. Mesmo assim, com uma escolha limitada entre a rede de fibras ópticas FiOS da Verizon FiOS e a rede da TV a cabo local (a oferta de “fibra” da AT&T é somente um ADSL vitaminado, transmitindo parcialmente sobre os fios de cobre da empresa, e não pode competir em altas velocidades). Os outros 85% dos lares americanos só vão poder comprar serviços de um provedor.

No ano passado fiz, com meus colegas, um estudo para a Federal Communications Commission mostrando que um motivo fundamental para outros países terem conseguido expandir o acesso à banda larga e, ao mesmo tempo, reduzir os preços ao longo da década passada foi o compromisso com políticas de acesso aberto às redes de telecomunicações (open-access), determinando que as operadoras construíssem redes para vender capacidade para seus competidores que, por sua vez, investiram, e competiram, nessas redes.

Esses países se deram conta de que a inovação ocorre na eletrônica e nos serviços — não no trabalho de esticar ou enterrar cabos. Se toda empresa precisa cavar seus próprios buracos para implantar seus cabos, o preço de entrada no negócio se torna muito alto e a competição não acontece; com o tempo, a inovação deixa de acontecer e a meta de melhor e mais amplo acesso claudica.

As operadoras locais argumentam que merecem o controle sobre o mercado porque investiram uma quantidade enorme de dinheiro cavando rotas e enterrando os cabos de suas redes de telecomunicações. É realmente caro fazer isso. Mas outros países estão criando formas para que mais competidores compartilhem o risco de implantar fibras, algumas vezes em conjunto com investimentos públicos, para que as operadoras dominantes consigam conviver com a concorrência sem se ferir desnecessariamente.

Fazer uma articulação como esta funcionar é, em última instância, uma questão de vontade política. No Japão e em vários países da Europa os órgãos reguladores brigaram muito para que as operadoras existentes aderissem ao acesso aberto. Ganharam a briga e hoje, nesses países, há competição, preços baixos e velocidades mais altas. E uma política como esta está claramente ausente do plano da FCC.

O Telecommunications Act de 1996 (a lei das telecomunicações dos EUA) na verdade colocou os Estados Unidos na direção do acesso aberto. Mas depois de oito anos de intensas disputas legais e lobbies das operadoras de telefonia, a FCC se entregou e decidiu que a competição entre uma operadora dominante e uma operadora de TV a cabo seria suficiente — essencialmente, rejeitou o acesso aberto como uma maneira de criar competição.

Mas sem um forte compromisso com o acesso livre, as coisas vão ficar piores ainda. Por causa do alto custo de implantar sua própria rede de fibras ópticas de próxima geração, possíveis competidores como a AT&T e a Qwest abandonaram a meta de fazer redes de fibras ópticas para os chegar aos domicílios americanos, deixando os serviços de maior velocidade nas mãos das operadoras de TV a cabo.

Essas empresas não estão disfarçando sua satisfação: um recente relatório de investidores da Time-Warner alardeou a capacidade da operadora de praticar preços maiores nos mercados onde seus potenciais competidores oferecem apenas serviços DSL.

O plano de banda larga da FCC não abre mão da competição completamente. Recomenda uma série de coisas que trazem somente pequenas, ainda que produtivas, vantagens: por exemplo, prevê o recolhimento de dados sobre taxas de velocidade, que poderão demonstrar como a estrutura de monopólio faz os preços aumentarem e prejudica o acesso.

Infelizmente, no entanto, importantes membros da equipe da FCC admitiram em entrevistas que a pressão do lobby dos monopólios é muito forte mesmo para começar a estudar alternativas de acesso aberto neste momento.

Pode ser. Mas a decisão da FCC gera riscos reais. Se for mantido este curso, a nova política da comissão vai construir uma rede sem fio mais poderosa em torno de um sistema de monopólio mais entrincheirado, criando um obstáculo insuperável para o trabalho de fazer com que a rede de banda larga dos Estados Unidos alcance a velocidade do resto do mundo."

Yochai Benkler é professor e co-diretor do Berkman Center for Internet and Society da escola de Direito de Harvard.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cursos gratuitos do Sebrae, pela internet.

Entre as opções de cursos oferecidos peloSebrae estão: Iniciando um Pequeno Negócio, que oferece noções de gestão de um empreendimento; Aprendendo a Empreender, com noções de legislação e mercado; Como Vender Mais e Melhor, para maior eficiência na prática de vendas; e Análise e Planejamento Financeiro, que desenvolve competências para analisar e projetar estratégias empresariais a partir de diversas informações financeiras.

Cada curso tem carga horária mínima de 15 horas.

O participante conta com o apoio e a orientação de um tutor experiente, que esclarece dúvidas e estimula discussões de temas importantes para o empreendedor. Durante a capacitação, há a possibilidade de interagir com outros participantes. E, ao final, um certificado de participação é enviado à casa do aluno. No momento, o curso disponível é Empreendedor Individual, que fala sobre as vantagens, quando e como se legalizar, burocracias, evolução das micro e pequenas empresas e outros assuntos.

Inscrições e mais informações: www.sebrae.com.br