quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Segurança em redes sociais internas é questão de educação

Por Gilberto Pavoni Junior | Especial para o IT Web
Matéria do dia 23/12/2009

Empresas devem criar políticas e educar funcionários ao usarem as novas mídias em processos internos

A popularização das redes sociais nos últimos dois anos promoveu um novo fenômeno na segurança digital. Pessoas com pouca ou nenhuma cautela no trato de dados privados inundaram a internet fazendo os olhos de criminosos digitais se voltarem rapidamente para essas novas mídias de relacionamento. Não há pesquisas sobre quantos descuidados existem nas redes sociais. Mas, o Ibope estima que dos 66 milhões de internautas no Brasil, aproximadamente 80% participam de redes sociais. É nesse universo que os larápios do mundo digital buscam suas vítimas.

Os truques mais usados para invadir computadores e roubar informações fazem parte do arsenal conhecido como engenharia social. "Os criminosos aproveitam a ingenuidade das pessoas e lançam mensagens com links falsos que possuem todo tipo de malware", explica o gerente de suporte técnico para América Latina da McAfee, José Matias.

Com a tendência de as empresas passarem a utilizar cada vez mais as redes sociais em processos internos, a preocupação com esse tipo de comportamento negligente passará a ser uma questão de segurança corporativa. Nenhuma empresa vai gostar que seus funcionários tenham o mesmo tipo de descuido que vem marcando o uso de sites como Facebook, Orkut e Twitter pelo mundo nos últimos meses.

Dados para que as companhias comecem desde já a se preocuparem com isso não faltam. A Cisco estima que o worm Koobface, que se tornou uma praga em redes sociais em 2009, tenha infectado mais de 3 milhões de computadores desde que surgiu em 2008. Outro recente levantamento da empresa de segurança Sophos dá mais dramaticidade a essa situação. A pesquisa mostra que 46% dos usuários do Facebook aceitam amizades de perfis falsos sem qualquer critério de avaliação. O mais preocupante é que esse tipo de atitude tem aumentado. Em 2007, cerca de 41% dos ativos nessa rede tinham tal comportamento negligente.

Para Matias, as empresas deverão investir em treinamento e educação quando adotarem redes sociais internas. "As infraestruturas tecnológicas no ambiente corporativo são boas e as políticas sobre informação estratégica já estão estabelecidas, o problema passa a ser o modo como o funcionário usa esse novo ambiente", diz.


O lado bom

Segundo ele, apesar da preocupação que o cenário causa, existe um novo fator favorável nesse hype de Internet social. A popularização delas foi tão abrangente e rápida que fez usuários, criminosos e empresas de segurança entrarem nesse novo ambiente para testar suas possibilidades quase ao mesmo tempo. Isso deve diminuir a janela de vulnerabilidade que existia. "As empresas conseguem corrigir as falhas em menos tempo, antigamente o processo demorava mais porque os criminosos estavam sempre na frente", completa.

Mesmo assim, o especialista aconselha as empresas a criarem desde já práticas de segurança para redes sociais internas focadas nas novas formas de utilização que vem sendo consagradas nesse meio. "Se a empresa não entender como o funcionário quer usar essa nova mídia, ele irá burlar a segurança. Por outro lado, se o usuário não entender a política da empresa poderá trazer prejuízos enormes", enfatiza.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Redes sociais reúnem vagas de emprego no começo de 2010

Empresas e recrutadores contam com a rapidez do Twitter ou o alcance do LinkedIn na hora de encontrar o colaborador ideal.


Em busca de oportunidades de trabalho? As redes sociais estão aí para ajudar. Cada vez mais empresas e profissionais buscam o apoio desses serviços para fazer contatos e divulgar vagas.

Mas o candidato precisa estar atento - e ser rápido. Graças à agilidade da web, o tempo entre o anúncio e o preenchimento de uma vaga pode ser reduzido a horas.

A preferência pelas redes sociais é confirmada pela consultora de recursos humanos Juliana Beber, da empresa de recrutamento Proativ. Para ela, as redes são o meio mais eficaz de encontrar profissionais de TI. “É onde eles estão inseridos”, pondera.

Os ambientes online preferidos de Juliana, que já atendeu clientes como Dell e CPM Braxis, são os grupos de discussão focados em tecnologia, como os do Yahoo. Sites como APInfo, NetCarreiras, InfoJobs e LinkedIn também entram no radar da consultora.

Para Juliana, a principal vantagem está no tempo de resposta. “Em um dia já tenho indicações”, afirma. Ela ressalta que o retorno nem sempre é imediato. “Às vezes a indicação não vem do grupo, mas de indicações de amigos de amigos que leram a mensagem”, conta.

Competências específicas
Os sites tradicionais, como o APInfo, também são preferidos pela diretora de recursos humanos da Resource, Vilma Guilherme. Mas, na hora de garimpar talentos com competências específicas, a empresa de alocação, outsourcing e projetos de TI não dispensa as redes sociais.

“Utilizamos as redes sociais quando temos vagas com perfis específicos, como é o caso nas áreas de Business Intelligence, SAP e Service Oriented Architecture, por exemplo”, conta Vilma. “A rede social é um recurso a mais nessa busca.”

Para encontrar candidatos às cerca de 200 vagas de que dispõe em média por mês, a Resource utiliza preferencialmente os sites de divulgação de vagas e de recebimento de currículos, e também os grupos de discussão do Yahoo.

Mesmo que a empresa não utilize redes sociais, é bem provável que as vagas sejam divulgadas por meio delas, graças à colaboração dos usuários. É o que acontece no Twitter.

Rapidez e cautela
Para não perder oportunidades, o ideal é acompanhar a divulgação das vagas com regularidade e responder às indicações o mais rápido possível - o ideal é ter uma cópia do currículo pronta e atualizada, seja no pen drive ou no webmail.

No entanto, tome o cuidado de conferir quem vai receber seu currículo, para que seus dados pessoais não sejam utilizados de forma indevida.

Confira algumas das redes sociais e dos sites que divulgam oportunidades de trabalho.



APInfo
– No site apinfo.com, que afirma não ser ligado a qualquer organização, é possível encontrar vagas em TI e cadastrar currículos para busca por eventuais empregadores.

BinarioBr – Grupo de discussão com foco na divulgação de vagas em TI. Atualmente com mais de 4.300 membros, é hospedado no Yahoo Grupos. As vagas também são divulgadas pelo Twitter (twitter.com/binariobr).

EmpregoBrasil – Perfil no Twitter (twitter.com/empregobrasil) que tem 6.400 seguidores. Suas ofertas incluem empregos, trabalhos, concursos e estágios em todo o Brasil.

EmpregosVagas – Perfil no Twitter (twitter.com/empregosvagas) com 4.200 seguidores. Também inclui vagas de todas as áreas, incluindo TI.

InfoJobs – Site para divulgação de vagas e cadastro de currículos, atualmente com 325 mil vagas em todas as áreas; dessas, 12 mil são de TI.

LinkedIn – Além de servir como ferramenta de networking, a rede social permite cadastrar e buscar vagas, que podem ser pesquisadas por país e palavra-chave.

Link Zero – Perfil no Twitter (twitter.com/link_zero) com mais de 6 mil seguidores. Divulga vagas na área de Comunicação, o que no caso inclui as diversas profissões ligadas à web.

NetCarreiras - Site que tem o apoio de grandes empresas de serviços em TI. Atualmente tem mais de 1.700 vagas disponíveis. A página inicial traz um ranking dos cargos mais disputados.

SouJava (Sociedade de Usuários Java) – Sua página (soujava.org.br) traz uma seção que dá acesso às ofertas de emprego divulgadas pelo site.

TrabalhandoBr – Perfil no Twitter (twitter.com/trabalhandobr) com 3.400 seguidores. Embora divulgue vagas em qualquer área, as oportunidades em TI são constantes.

Vagas.com.br – Seu perfil no Twitter (twitter.com/vagas) tem mais de 23 mil seguidores. Além de vagas, divulga artigos e dicas, além de oportunidades de concurso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os 5 piores pesadelos da década em TI

Ataques a sites ou redes sociais e pragas que vêm por e-mail estão entre os problemas do período.





A internet é a principal responsável pelas maiores lições de segurança da década. Sem ela, você provavelmente não reconheceria os termos phising, cibercrime, vazamento de dados ou botnet.

O IDG Now! preparou uma lista com os cinco piores pesadelos de segurança que atormentaram empresas, governos e pessoas nos últimos dez anos.

1. Guerra cibernética

O que começou pequeno acabou se tornando muito, muito grande. Em fevereiro de 2000, um adolescente canadense conhecido na internet como Mafiaboy usou floods automatizados de trafégo incompleto de internet para atacar sites como o Amazon, CNN, Dell, eBay e Yahoo, tirando-os do ar com um ataque que é conhecido hoje como negação de serviço (DDoS).

A pessoa por trás de Mafiaboy, Michael Calce, foi declarada culpada de 55 a 66 acusações de travessura e condenado a oito meses de detenção. Mais tarde, Calce escreveu um livro sobre sua experiência, chamado "Mafiaboy: Como Quebrei a Internet e Como Ela Ainda Está Quebrada" (Mafiaboy: How I Cracked the Internet and Why It’s Still Broken).

Alguns especialistas dizem que todas as ameaças à segurança fazem parte de um círculo de motivações que incluem de diversão e lucro a política. E com os ataques DDoS não foi diferente: criminosos oportunistas começaram a usar o método para chantagear vários sites.

2. Malwares

Vírus e worms sempre estiveram por perto, mas no verão de 2001 um worm agressivo ameaçou tirar do ar o site oficial da Casa Branca. Chamado de Code Red, o worm gerou uma reunião sem precedentes com o Centro de Proteção a Infraestruturas Nacionais do FBI, o CERT, o Federal Computer Incident Response Center (FedCIRC), o Information Technology Association of America (ITAA), o Instituto SANS e a Microsoft.

Dois anos mais tarde, a Microsoft se uniu novamente ao Serviço Secreto norte-americano, ao FBI e depois à Interpol para oferecer uma recompensa de 250 mil dólares por informações sobre o paradeiro dos responsáveis pelo SoBig, MSBlast e por outros grandes vírus da época.

Esse tipo de cooperação pública e privada é raro, mas aconteceu mais uma vez no começo de 2009, quando um conficker ameaçou prejudicar a internet à meia noite do dia 1.º de abril. Isso não aconteceu graças ao trabalho único de companhias rivais de antivírus que colaboraram com agências governamentais sob o nome Conficker Working Group.

3. Ataques ao MySpace, Facebook, e Twitter

No começo da década, os especialistas de segurança das empresas tiveram problemas com o uso, pelos funcionários, de mensagens instantâneas da AOL e do webmail do Yahoo, além de redes ponto-a-ponto. Essas aplicações causaram falhas nos firewalls corporativos, abrindo várias portas que criaram oportunidades para códigos maliciosos.

No final da década, as preocupações principais foram com o Facebook, Twitter e outros aplicativos da web 2.0.

Em 2005, um adolescente assumiu a autoria do worm Samy no MySpace, algo que destacou um problema central da web 2.0 – colaborações de conteúdo feitas por usuários poderiam conter malware. Mesmo com correções de privacidade, o Facebook tinha seu próprio worm, chamado Koobface.

Em 2009, o Twitter também passou pelo mesmo problema, atraindo seu próprio malware e colocando em destaque os riscos das URLs com tamanho reduzido.

4. Vírus organizados e crime organizado

Depois do ataque do vírus Melissa em 1999, os vírus de e-mail infestaram os PCs no ano seguinte com o ILOVEYOU, que congestionou os servidores de e-mail de todo o mundo em apenas cinco horas.

Como os filtros de spam ajudaram a bloquear e-mails em massa, usuários mal intencionados tiveram que explorar outras possibilidades, como worms que se espalham sozinhos.

Pouco depois de o programa de recompensa da Microsoft ter ajudado a prender Sven Jaschen, autor do Netsky e do Sasser, em 2004, a imagem de um único autor criando virus no porão da casa dos pais sumiu, dando lugar ao crime organizado.

5. Botnets

Com o auxílio financeiro do crime organizado, as máfias se ampliaram e aperfeiçoaram os malwares.

Em 2007, o worm Storm começou a se comunicar com outros computadores comprometidos pela mesma praga, formando uma rede de computadores comprometidos, todos usando o protocolo ponto-a-ponto Overnet. Esse protocolo permitia ao operador enviar uma campanha de spam ou usar os computadores para lançar um ataque DDoS.

O Storm não foi o único. O Nugache, outro vírus, também estava construindo uma botnet. E há muitos outros. Hoje, as botnets se espalharam aos sistemas operacionais Mac OS e Linux.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Governo flexibiliza meta para fabricação de celulares com TV digital

Portaria interministerial publicada na terça-feira (29/12) adia para 2013 meta de 5% da produção de aparelhos com sintonia de TV.



O governo federal tornou mais flexível a obrigatoriedade, pela indústria eletrônica nacional, de produzir celulares capazes de sintonizar os canais do sistema brasileiro de TV digital.

De acordo com a portaria interministerial 224, publicada na terça-feira (29/12) no Diário Oficial da União e que define os termos do Processo Produtivo Básico para terminais portáteis de telefonia celular, os fabricantes estão dispensados de cumprir metas de produção de celulares com TV de 1.º janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2011.
Além disso, os fabricantes têm todo o ano de 2012 para atingir um porcentual de 3% de aparelhos com recepção de TV digital.

A partir de 2013, esse porcentual deverá ser de 5%. Mas, caso os fabricantes a partir de 2012 não possam atingir os porcentuais determinados, eles serão obrigados a investir a metade do porcentual determinado, aplicado sobre o faturamento bruto no mercado interno, em atividades de pesquisa e desenvolvimento. As primeiras portarias interministeriais sobre o tema foram publicadas há exatamente um ano, em 30/12/2008, e previam que as empresas que produzem celulares no Brasil teriam de fabricar modelos capazes de sintonizar a TV digital brasileira. A meta, na época, era que já no primeiro mês de 2010 5% dos aparelhos tivessem o recurso.

Em agosto de 2009, no entanto, representantes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e de fabricantes como LG, Samsung e Nokia, entre outros, procuraram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para
avisar de que não haveria como cumprir a meta de 5%, já que estimativas de mercado apontavam que a demanda era de 0,5%.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Planeje agora sua carreira e dê uma arrancada em 2010

Consultores ensinam a ensaiar os primeiros passos e encontrar oportunidades no mercado.


Quando se está trilhando os primeiros passos na carreira é comum para o profissional que acaba de sair da faculdade encontrar um cenário de incertezas. Embora exista uma enorme disposição para enfrentar os desafios do dia-a-dia, a falta de referência sobre o que fazer na busca por uma oportunidade acaba sendo um grande problema.

Não é sem motivo que o número de recém-formados com dificuldades para ingressar no mercado de trabalho é alto. A maioria sequer sabe por onde começar. “É preciso traçar objetivos claros, definir quais atividades pretende desenvolver e a velocidade de ascensão que deseja para sua carreira”, aconselha o consultor de gestão e carreira da Julio Sergio Cardozo & Associados, Julio Cardozo.

Para ele, é fundamental que o profissional mensure também o quanto quer ser reconhecido por seu talento e contribuição a dar. “Só a partir daí torna-se possível estabelecer as etapas para desenhar um plano de carreira”.

Cardozo aconselha o profissional a pensar em suas qualidades e pontos favoráveis. Após definir as metas e o lugar onde se quer chegar, o passo seguinte é acompanhar periodicamente se elas estão sendo realizadas.

Além de perseguir de forma obstinada seu plano, o consultor considera importante estar sempre atento às atividades previstas, observar se elas continuam fazendo sentido ao longo do tempo e planejar o futuro, para evitar surpresas.

“A crise nos serviu de lição, porque apontou a necessidade do profissional ser proativo e não esperar as coisas acontecerem”, destaca. “Como costumo dizer: 'Seja o Chief Executive Officer (CEO) da sua vida'", compara.

Onde achar as oportunidades

Para o consultor da divisão de tecnologia da empresa de recrutamento Robert Half, Robert Andrade, o ideal é não esperar o último ano da faculdade para buscar algo. "Quanto antes você conseguir um estágio, melhor, porque não sai com o currículo em branco", ressalta. "Por isso é sempre bom ficar atento a ações de algumas empresas que vão 'caçar' talentos nas universidades", observa.

Outra opção é cadastrar o currículo nos sites das empresas. Segundo Andrade, elas costumam ter um banco com currículos na internet, além de divulgar em seus portais quando vagas são abertas. "No mercado de tecnologia da informação, o número de vagas online disponível é bem maior do que nos meios tradicionais", afirma. O consultor atenta também para os próprios sites de recrutamento.

Além disso, vale lembrar que a tão falada rede de contatos é realmente eficiente na hora de conquistar um emprego. Acaba sendo, na maioria das vezes, a porta de entrada. "Seja com colegas da faculdade que estão empregados, seja professores que conhecem profissionais no mercado", destaca. O importante é estar na vitrine.