terça-feira, 11 de maio de 2010

Prejuízo com pirataria de software no Brasil mais que dobra e já é 5º no mundo, diz relatório

O prejuízo que o Brasil teve com pirataria de software mais que dobrou em 2009 e o país já é o quinto no ranking dos países com as maiores perdas em valor monetário provocadas pelo uso de programas de computador piratas, segundo o relatório anual da Business Software Alliance (BSA), divulgado nesta terça-feira.

Segundo a organização baseada em Cingapura, o valor do software pirateado no Brasil em 2009 – US$ 2,25 bi (cerca de R$ 4 bi, mais que o dobro do que o prejuízo estimado no relatório do ano passado, de R$ 1,645 bilhão) – fica abaixo apenas de Estados Unidos (US$ 8,39 bi), China (US$ 7,58 bi), Rússia (US$ 2,61 bi) e França (US$ 2,54 bi).

Em todo o mundo, a BSA calcula que o prejuízo à indústria mundial de software tenha batido US$ 50 bilhões no ano passado. No Brasil, 56% dos programas utilizados não teriam a licença necessária, acima da média mundial de 43%. Em 2008, o índice no Brasil foi de 58%.

O país com maior taxa de uso de uso de programas pirateados segundo o relatório é a Geórgia, com 95%. Em seguida, vêm Zimbábue, Bangladesh, Moldova e Armênia. O Brasil não figura entre os 30 países com maior taxa de uso de software pirata.

Emergentes

Em todo o mundo, foi registrado um aumento de 2% nos níveis de uso de software ilegal em comparação com 2008, mas a organização calcula que isso se deva principalmente ao crescimento do mercado de computadores na China, na Índia e no Brasil.

Em 2009, os três mercados emergentes representaram 86% do crescimento da venda de computadores.
"Este aumento de penetração significa que mesmo se a pirataria caísse me todas as economias com alta pirataria, o aumento da fatia do mercado dos computadores no Brasil, na Índia e na China empurraria a média para cima", diz o documento da BSA.

O número de computadores pessoais vendidos no mundo em 2009 cresceu 8,4 milhões de unidades em comparação com o ano anterior. Destas, 7,3 milhões foram vendidas na China, no Brasil e na Índia.

No entanto, o relatório também destaca o impacto da crise econômica mundial sobre o mercado de computadores, que teria caído 3% em relação a 2008. Isso também teria contribuído para a queda da pirataria em 54 dos 111 países avaliados; em 38, ela se manteve estável, e em 19, cresceu.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Gambiarra para adaptar chip em iPad 3G pode inutilizar dispositivo, diz operadora

Uma “gambiarra” está ajudando usuários do iPad 3G, que vivem fora dos EUA, a adaptar o chip SIM – grande demais para o tablet – para o formato micro-SIM (veja tabela abaixo com as diferenças entre eles). O problema é que a operação pode inutilizar o chip, mas ainda é a única alternativa, até o momento, para habilitar a conexão 3G do tablet aqui no Brasil enquanto o lançamento oficial da Apple não é feito.

A Vivo afirmou ao
UOL Tecnologia que não recomenda a prática, pois ela pode estragar o cartão. A reportagem entrou em contato com outras operadoras brasileiras, mas elas não quiseram se pronunciar sobre o tema.

As operadoras brasileiras não comercializam ainda chips micro-SIM que, assim como chips SIM maiores, permitem a conexão via rede 3G. Essa tecnologia permite o acesso móvel à internet em alta velocidade em longas distâncias. O usuário precisa estar dentro da área de cobertura da operadora de telefonia móvel, mas não próximo a um aparelho (caso de um roteador).

A “adaptação” do chip grande é relativamente simples e requer um mínimo de destreza, uma tesoura e um estilete. Logo, os brasileiros que compraram o iPad 3G nos EUA acabam recorrendo ao corte. Vale lembrar que o chip contém vários dados (por exemplo, seus contatos telefônicos) e apesar de ser barato (em média, um novo custa R$ 10), há risco de você perder tudo que está nele se cortar um pouco a mais do que deve.

Para aqueles que compraram o iPad nos EUA, basta pegar o próprio chip micro-SIM da AT&T, que vem no próprio tablet, e usá-lo como molde para cortar o chip SIM. Vários sites estrangeiros mostram o processo passo a passo, até mesmo feito com uma faca de cortar carne, como fez o britânico John Benson.

"Gambiarra" deixa chip do tamanho exato para iPads

  • John Benson

    Chip micro-SIM é menor que o mini-SIM e o SIM card; a alternativa é cortar o chip e deixá-lo do tamanho exato para caber no iPad, até mesmo com "faca de carne", como fez John Benson

No Brasil, uma analista de sistemas carioca, que não quis se identificar, ficou encarregada da tarefa delicada para que dois iPads, comprados para a empresa em que ela trabalha, passassem a funcionar na rede 3G brasileira. Ela fez uma pesquisa no Google, achou a história de um brasileiro que tinha recorrido à "gambiarra" e resolveu tentar também. "Fiz o corte com dois diferentes, pra dois iPads: um chip da Claro e outro da TIM", conta.

Os chips foram comprados especificamente para serem usados nos tablets, portanto, não foi necessário fazer um backup prévio de dados. "Fiquei com muito medo de estragar o chip, mas se a tesoura não pegar na parte dourada – no contato do chip – não tem problema. E o corte fica mesmo bem próximo ao contato. Na parte superior, deve ficar com algo como 1mm", explica.

Mas pode?

Aparentemente, do lado das operadoras não há problemas no que se refere ao uso do chip que não no aparelho para o qual ele foi destinado, ou seja, num iPad em vez do celular. Elas vendem o serviço – e recebem por ele – seja onde e como o chip for usado.

A Vivo foi a única operadora até o momento que promete uma solução ao problema enfrentado pelos usuários que necessitam de um chip micro-SIM. A operadora disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que “não recomenda o corte do SIM Card convencional para utilização no iPad, visto que a ação pode causar danos irreparáveis ao cartão, inutilizando-o por completo”.

Ainda, a empresa informou que vai desenvolver um procedimento especial para atender seus clientes que necessitem de um micro-SIM Card. As informações sobre esse procedimento devem ser divulgadas nos próximos dias.

SIM Card Largura (mm) Altura (mm) Espessura (mm)
Tamanho normal 85,6 53,98 0,76
Mini-SIM 25 15 0,76
Micro-SIM 15 12 0,76

A assessoria da Oi informou que a operadora não iria se posicionar sobre o assunto e, a da Claro, disse que desconhecia a informação (de que usuários estão cortando os chips) e que ainda não comercializa chips micro-SIM no Brasil.

A TIM informou que não se responsabiliza pelo bom funcionamento do produto, já que a Apple ainda não trouxe o aparelho para o Brasil

Já Apple, também por meio da assessoria, informou que não faz comentários sobre produtos trazidos para o Brasil enquanto os mesmos modelos ainda não são vendidos oficiamente aqui.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Por que sediar um Telecentro?

O Projeto de Instalação de Telecentros de Informação e de Negócios se baseou na seguinte justificativa: " O segmento das Micro e Pequenas Empresas (MPE) representa uma parcela expressiva do setor produtivo nacional, cerca de 98% da empresas em funcionamento. Representa, também, segundo o BNDES, cerca de 80% da força de trabalho e responde por 42% da massa salarial.

Em atendimento a este segmento específico, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) implementou o Programa Brasil Empreendedor (PBE). O PBE já capacitou cerca de 2,8 milhões de empreendedores e já foram realizadas cerca de 1,2 milhões de operações de crédito, totalizando aproximadamente R$ 9,4 bilhões.

Com a implantação de um Telecentro, você vai inserir a microempresa e a empresa de pequeno porte na Sociedade da Informação, por meio do acesso às novas tecnologias da informação e comunicação (TIC). Criar oportunidade de negócios e trabalho que induzam ao crescimento na produção e geração de emprego e renda.

Benefícios

  • Capacitação dos empresários e dos seus empregados no uso da informática e Internet nas suas atividades.
  • Oferta de cursos para a melhoria da qualidade de seus produtos e serviços.
  • Auxílio à comunidade para sua inserção na Sociedade da Informação.
  • Prestação de serviços de informática aos empresários.
  • Geração de recursos para a auto-suficiência e novos investimentos do telecentro de informação e de negócios.
  • Surgimento de uma nova fonte de recursos para a entidade.
  • Maior interação com a comunidade local.
  • Possibilidade de capacitação dos empresários e seus trabalhadores.
    Maior divulgação de seus produtos em mídia eletrônica.
  • Promoção da Inclusão Digital da Empresa
  • Estímulo ao empreendedorismo;
  • Ampliação de oportunidade de negócios para as empresas;
  • Competitividade das empresas;
  • Geração de emprego e renda;
  • Melhoria no nível de qualidade de produtos e serviços;
  • Acesso na Internet da micro e pequena empresa;
  • Marketing da empresa;
  • Novas parcerias.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

As 5 mentiras mais contadas no currículo


"A verdade é bela, sem dúvida, mas a mentira também", escreveu, certa vez, o ensaísta americano do século 19, Ralph Waldo Emerson. Na competitividade da vida moderna é cada vez mais difícil não lançar mão das belas artimanhas da autopromoção para destacar-se.

Vale de tudo, até mesmo falsificar informações no currículo, idealizando ou exagerando competências. A prática se tornou tão comum que já tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei para torná-la crime sujeito a pena de detenção. No ano passado, até a candidata à presidência da República Dilma Roussef foi acusada de inflar o documento com títulos que não possui.

"Em média, 40% dos currículos trazem algum tipo de informação inverídica", diz Vander Giordano, diretor executivo da Kroll, empresa que atua há 40 anos na área de consultoria em gerenciamento de risco. Em um ano, a demanda da empresa pelo chamado "background check" - um serviço de levantamento dos antecedentes escolares, profissionais e até criminais do candidato - aumentou cerca de 25%.

"Não importa quão inocente possa parecer, a mentira desfaz a credibilidade do candidato e pode gerar até um colapso permanente da confiança", afirma a consultora Juliana Nunes, da Asap. Para evitar constrangimentos ou até, quem sabe, um processo criminal no futuro, o melhor é manter o pé na realidade e optar pela honestidade, sempre. A seguir, saiba quais são as cinco mentiras mais contadas nos currículos, e cuide para manter-se longe delas.

1 - Idiomas: É a mentira mais popular e também a mais fácil de ser identificada. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para checar a proficiência no idioma. Trata-se daquele inglês "básico" que no currículo aparece como "avançado". Segundo Juliana, nem sempre o candidato age de má fé. "O problema é de percepção. A pessoa acha que domina a língua mas, na prática, tá enferrujada", diz. Portanto, cuidado ao colocar no currículo que você é fluente numa língua. Procure explicar esse grau de fluência, caracterizando separadamente as habilidades de "fala", "escrita" e "leitura".

2 - Motivo de saída da empresa: Demissões não costumam ser bem vistas. Mas isso não é motivo para transformar uma dispensa individual em uma demissão em massa ou extinção de setor. "É comum os candidatos afirmarem que foram mandados embora porque a empresa onde trabalhavam passou por uma reestruturação ou que o setor onde atuavam foi extinto", diz Giordano. Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores pode passar a impressão de que o candidato quer esconder algo.

Para evitar que um possível erro do passado influencie na conquista do novo emprego, o especialista recomenda uma saída ética: "Limite-se a dizer que não estava sendo bom nem para você nem para a empresa". Caso você não tenha se adequado bem ao trabalho anterior, não se preocupe. Em geral, problemas de adaptação cultural são justificativas legítimas para desligamento.

3 - Exagerar responsabilidades e salários: Aqui, um projeto realizado em equipe pode virar um triunfo pessoal no currículo. Exageros de competência acontecem aos montes, porém, nem sempre se sustentam. Principalmente, se recrutador pedir para o candidato especificar suas atribuições e as dos demais envolvidos no projeto. Para responder, o candidato precisa recriar e distorcer toda a história, e no meio do caminho..."Eles sempre se enrolam, não conseguem dar informações especificas sobre o seu papel, nem os dos outros participantes", conta Juliana.

Outro tiro no pé, segundo a consultora, é a artimanha de aumentar o salário do emprego anterior para tentar cifras maiores na nova oportunidade. "Isso pode ser tornar um entrave à contratação", alerta Juliana. "A empresa nem sempre tem condições de cobrir o salário anterior".

4 - Tempo de trabalho: O tempo que se dedicou à empresa também costuma ser mudado ou omitido pelos candidatos. Seja porque a pessoa ficou pouco tempo naquela posição e teme ser vista como instável ou com nível de empregabilidade baixo, seja porque a empresa é mal vista no mercado. Em qualquer caso, vale dizer a verdade no currículo e explicar os motivos durante a entrevista.

Para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador. Do contrário, desista de tentar manipular datas. "Aqui, a mentira tem perna curta mesmo, sendo facilmente constatada pelos checadores ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho", diz Giordano.

5- Formação: Não minta sob qualquer hipótese sobre sua formação. Além de ser um critério bem objetivo, você pode simplesmente não conseguir executar uma função pela falta das competências. Bom senso não faz mal a ninguém. Um curso de artes no exterior para turistas, por exemplo, não é o mesmo que uma pós-graduação internacional. Assim como um MBA pela metade não representa um MBA completo. Seja honesto e inteligente. Afinal, qualquer exigência de certificado é suficiente para desmascarar a mentira.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Para onde vão os kits Telecentros?


Da Convergência Digital

Superado o imbróglio que atrasou a compra dos kits para os telecentros – devido a um recurso da Positivo Informática, derrotada no pregão – o Ministério das Comunicações assinou, na quinta-feira, 29/4, o primeiro contrato com as empresas que vão fornecer equipamentos para os centros públicos de acesso à internet.

Nessa primeira leva, o Minicom vai comprar 1.550 kits. Os fornecedores são a Digibras/CCE – estações de trabalho, roteadores, estabilizadores, câmeras, impressoras e servidores – e a All Nations – projetores.

Nos planos do Minicom, as compras serão feitas em três etapas. Após essa primeira, a expectativa é assinar um novo contrato nos próximos 15 dias para a compra de mais 400 ou 500 kits.

Para as duas primeiras já existem recursos previstos no Orçamento de 2010. Mas a terceira etapa, para os cerca de 13 mil kits restantes, depende de crédito adicional. O dinheiro já foi pedido, mas o Minicom aguarda resposta da área econômica.


Para onde vão os telecentros?

Também ainda não foi decidido o destino dos 2 mil kits com compra garantida. Originalmente a ideia do Minicom era abastecer as bibliotecas públicas do país. Mas é provável que os equipamentos sejam direcionados ao programa Telecentros.BR.

Esse programa foi criado no ano passado, em substituição ao programa de telecentros que era tocado exclusivamente pelo Minicom. Agora, o comando é dividido com as pastas do Planejamento e da Ciência e Tecnologia.

E na semana passada a coordenação dos Telecentros.BR elegeu as 63 propostas para implantar e manter 6,5 mil novos centros de acesso público à internet. Os planos são de instalar 3 mil novos ainda neste ano, mas faltavam os equipamentos – justamente a tarefa do Minicom no programa.


Falta mobiliário

Para a implantação de novos telecentros, no entanto, o Ministério das Comunicações ainda precisa abrir um novo edital, destinado à compra de mobiliário. O primeiro foi cancelado por fraude no fim do ano passado. Segundo o Minicom, o novo edital será divulgado ainda nesta semana.

No pregão concluído em dezembro do ano passado, a Digibras/CCE venceu o pregão com o preço de R$ 191,4 milhões, referente a 15 mil kits. Já a All Nations ficou com o fornecimento dos 15 mil projetores por R$ 12,7 milhões. A Positivo, que ficou em segundo lugar, recorreu ao TCU, mas o tribunal manteve o resultado.