sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Adeus definitivo ao Kurumin



Com o anúncio do fim do suporte ao Debian Etch, os últimos corajosos e saudosistas que ainda insistiam em utilizar o muito defasado Kurumin 7 encontram o final da linha: ou trocam de sistema ou migram para outras distros. Mas afinal, o que ainda prende tanta gente ao Kurumin tanto tempo depois de ser descontinuado?



Por que fez sucesso?

Para entender tanto saudosismo com a distro, temos que voltar ao cenário Open Source que havia quando o projeto foi iniciado. Quando o projeto Kurumin foi iniciado pelo Morimoto, não havia nenhuma iniciativa realmente produtiva de levar o Linux aos desktops, ainda mais para iniciantes.

Um outro ponto importante do nosso indiozinho é a facilidade de configuração de conexões discadas. O cenário da época em que a internet discada era ainda mais absoluta maioria que hoje, a dificuldade de configuração para esse tipo de acesso afastava a maioria dos usuários, que passaram a ser atraídos por essa facilidade.


Um outro ponto que até hoje causa euforia em 90% dos usuários que já utilizaram o Kurumin são os Ícones Mágicos. Em uma época em que os programas de instalação de softwares como o KPackagekit, o Gdebi e semelhantes eram só ideias não imaginadas pelos seus desenvolvedores - excluindo apenas o Synaptic - , o Morimoto trouxe uma ferramenta que instalava facilmente todos os tipos de aplicativos, além de trazer ao conhecimento dos novatos muitos aplicativos desconhecidos e que seriam bem úteis, como o Beryl (na época "concorrente" do Aglx). Desde jogos, passando por programas de internet e efeitos 3D, o instalador prático que acompanhava o Kurumin ficou famoso em todo o Brasil.


Por último e não menos importante, fica a questão visual e de performance. O Kurumin foi uma das primeiras distribuições a trazer o KDE 3 com um visual muito bem acabado e, ao mesmo tempo, uma leveza impressionante para uma distro com tantas funções e facilidades.


Por que acabou?

O Kurumin teve sete versões, cada uma com evoluções claras em relação a anterior. Utilizando a base Debian, ainda mais complicada naquela época do que é hoje, ele trouxe facilidades nunca antes vistas no mundo Linux. Mas temos que pensar que o desenvolvedor não vive de luz do sol e que manter a maior distribuição nacional e ainda ganhar dinheiro para sobreviver não é nada fácil. Principalmente quando o desenvolvimento do sistema é feito praticamente sozinho.

O surgimento do Ubuntu e o surgimento da preocupação de outras distros com usuários iniciantes também contribuiram para o desenvolvedor achar a distro desnecessária no cenário atual. Falando mais em relação ao Ubuntu, o desenvolvedor acabou considerando que o esforço financeiro da Canonical em relação ao seu sistema acabaria criando uma alternativa para iniciantes muito melhor que o Kurumin jamais seria.

A pressão da comunidade para lançamentos com mais melhorias e em menor tempo também contribuiram muito para a descontinuação da distro.

Mais e agora?

Com a descontinuação dos repositórios da base do último Kurumin, o 7, os usuários tem poucas saídas além de migrar para outra distribuição ou voltar a utilizar o Windows. Uma outra saída desesperada seria trocar os repositórios Etch pelos Lenny - nova versão do Debian -, mas não é uma operação fácil ou rápida e se o usuário tem experiência suficiente para fazer essa operação, o melhor é migrar para o próprio Debian Lenny.

Não há atualmente uma distro com base Debian que chegue perto do que foi o Kurumin. Falando no cenário nacional de distribuições, a única que ainda faz frente aos tempos dourados em que o Kurumin reinava, é o Big Linux que tem base Ubuntu, mas ainda sim é tão leve como um Debian based e tem tantas funções quanto o próprio indiozinho. Falando no cenário internacional, talvez a melhor opção seria o Mint, muito bem falado pelos usuários que já o experimentaram.

Se você ainda pretende continuar com o K7, tenha em mente que as atualizações de segurança já não serão oferecidas e, portanto, você pode estar deixando sua máquina em risco extremo.

Conclusão

Esse post é uma homenagem ao nosso querido Kurumin. Se pudessem ser levantadas estátuas virtuais, o indiozinho iria merecer ao menos uma por tudo o que fez pelo Linux Nacional e internacional. Características como a sua leveza e beleza inspiram desenvolvedores nacionais até hoje, assim como suas ferramentas servem de base, ou no mínimo ideia para os softwares livres nacionais que são desenvolvidos para as distribuições atualmente ativas.

Todos os que chegaram ao Linux através do Kurumin vão sentir sua falta agora que o fim é definitivo e irreversível. Cabe aos que chegaram ao Linux e aprenderam a desenvolver em qualquer linguagem depois disso, continuar o trabalho iniciado pelo Morimoto: levar facilidade gratuitamente para todos. Meu adeus e minhas saudades, Kurumin.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Japoneses querem contratar serviços de desenvolvimento no País

Segundo a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), expectativa é gerar negócios da ordem de R$ 3 milhões em três anos.



Representantes das empresas japonesas NIT (braço de tecnologia da seguradora Nissay) e Rococo visitaram o Brasil entre o fim de janeiro e o início de fevereiro para identificar potenciais parceiros para o desenvolvimento de aplicativos. A Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), que coordenou a aproximação, estima que esses encontros podem gerar negócios da ordem de 3 milhões de reais nos próximos três anos.

Segundo comunicado divulgado pela Softex, o chairman da Nissay, Masatsugu Kohri considera que o fuso horário de 12h entre Brasil e Japão poderá trazer vantagens em relação à redução do tempo para desenvolvimento, testes e implantação, permitindo um ritmo de trabalho de praticamente 24 horas. A empresa também busca no Brasil serviços de monitoramento, manutenção e suporte remoto a servidores, reduzindo custos com o pagamento de horário noturno a técnicos japoneses.

Os encontros ocorreram em São Paulo e em Campinas (SP), com as seguintes empresas brasileiras: Business & Solutions, especializada no desenvolvimento de aplicativos para o ramo de seguros; UBIK do Brasil, de projetos de infraestrutura de TI; consórcio Curitiba Global IT; Ogeda IT Solutions; BRQ; Stefanini; Algar Tecnologia e Ci&T.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

MinC: plano de banda larga deveria entrar em consulta pública


O Fórum da Cultura Digital publicou, na semana passada, um documento com a posição da Coordenação de Cultura Digital, da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, sobre o Plano Nacional de Banda Larga. O documento serviu de subsídio para a participação do Secretário Executivo do MinC, Alfredo Manevy, na reunião de ministros sobre o PNBL, na quinta-feira passada, dia 4..

No texto, o MinC "considera fundamental que se realize uma etapa de consulta pública sobre a proposta, de forma que todos aqueles que não participaram do processo de formulação tenham a oportunidade de se manifestar e se fazer ouvir na consolidação final do plano".

Não está prevista uma fase de consulta pública para o plano. A informação do assessor especial da Presidência da República, Cezar Alvarez, é de que serão realizadas mesas de negociação com diversos setores da sociedade, depois da divulgação do plano do governo.

Está marcada para amanhã, dia 10, uma reunião dos representantes do governo federal com o presidente. A expectativa é de que se conclua o plano nesta reunião.

Além de chamar a atenção para a necessidade de uma consulta pública, as propostas do Minc têm como foco a oferta de conexões públicas não somente para prefeituras mas para comunidades. A proposta do ministério considera fundamental:

1. usar a rede pública para a conexão de prefeituras, a custos bem acessíveis, para interligar não só órgãos de governo mas também infra-estruturas de acesso comunitárias, e viabilizando projetos de acesso wireless público. E criar, com isso, uma política nacional de cidades digitais.

2. usar a rede pública para conexão de órgãos e iniciativas de educação e cultura –- escolas, bibliotecas, museus, pontos de cultura (mídia livre, livro e leitura) e espaços multi-uso MaisCultura — com redes de alta velocidade. Estes equipamentos culturais podem hospedar servidores livres / públicos e também atuar como pontos de distribuição para outras conexões públicas.

3. Classificar a banda larga como um serviço público essencial, com status semelhante ao da telefonia fixa e aos fornecimentos de água e energia elétrica. Como serviço público, torna-se possível estabelecer obrigações de universalização, de preços e tarifas.

Essas propostas foram elaboradas com base no conteúdo do grupo e do blog relativo ao eixo infra-estrutura do ‘Fórum da Cultura Digital Brasileira’, nos relatórios de Diogo Moyses, curador do processo colaborativo e das atividades relativas ao tema no ‘Seminário Internacional CulturaDigitalBR’, e nas colaborações relativas ao tema ‘banda larga’ no âmbito dos debates para a formulação colaborativa do Marco Civil da Internet no Brasil.

Veja a íntegra do texto do Minc no Fórum da Cultura Digital.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vamos combater a exploração sexual no Carnaval


Portal Pró-Menino apoia campanhas pela internet segura e contra a exploração sexual de crianças

O Portal Pró-Menino, da Fundação Telefônica, está engajado em duas grandes campanhas de proteção de crianças e adolescentes que acontecem este mês: Dia da Internet Segura e campanha contra exploração sexual infantil no Carnaval.

Para comemorar o Dia da Internet Segura (9 de fevereiro), o portal contará com um conteúdo especial, incluindo vídeo, cartilha e divulgação de eventos. O Pró-Menino também promoverá um vídeo-chat com o diretor de Prevenção da SaferNet, Rodrigo Nejm, amanhã, às 13h.

A data é uma iniciativa que mobiliza países de todo o mundo para promover o uso seguro da Internet. Foi organizada pela Insafe, rede que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da web nos países da União Européia. No Brasil, a organização do evento está sob a responsabilidade da SaferNet Brasil , do Ministério Público Federal e do Comitê Gestor da Internet. Neste ano, o tema central será: "Pense Antes de Postar".

Carnaval sem exploração sexual

O Portal também lança conteúdo especial contra a exploração sexual de crianças e adolescentes durante o Carnaval. A página mostrará as iniciativas na área, como a campanha que a Secretaria Especial de Direitos Humanos está promovendo, capitaneada pela primeira-dama, Marisa Letícia. Com o slogan “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é Crime. Denuncie! Procure o Conselho Tutelar de sua cidade ou disque 100”, a campanha tem por objetivo prevenir a exploração sexual de crianças e adolescentes – além de enfatizar que as denúncias devem ser feitas não somente ao Disque 100, mas também aos Conselhos Tutelares.

Também serão apresentadas propostas de sensibilização como a da Escola de Samba Grande Rio, que terá bloco mirim com o tema, e do Bloco Eureca (Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente), do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, que contará com centenas de crianças e adolescentes participando da "Folia Cidadã", em cidades paulistas.

O Portal Pró-Menino é uma iniciativa da Fundação Telefônica que busca contribuir para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, por meio da disseminação da informação, do apoio a organizações que lidam com esta temática e da sensibilização da população em geral. Conta atualmente com cerca de 150 mil visitantes por mês. (Da assessoria de imprensa)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cursos visam suprir formação técnica e de gestão em TI

Veja algumas opções de cursos oferecidos neste início de ano.

Por Redação da Computerworld





Início de ano é sempre uma boa oportunidade para dar um upgrade na carreira, sobretudo para quem atua nas áreas de TI e Telecom. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) mostram que o déficit de mão-de-obra no País chega a 100 mil pessoas, tanto de profissionais com perfil de gestão quanto técnicos. Confira alguns cursos de extensão que estão oferecidos neste primeiro semestre:

Redes WiMax

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PECE/Poli), por meio do programa de educação continuada, criou o curso “Projetos de Redes WiMax”. O objetivo é dar aos alunos maior formação técnica, levando-os a executar projetos na área, segundo afirma o professor da Poli e coordenador do programa de treinamento, Wagner Luiz Zucchi.

O curso tem duração de 30 horas e é voltado a profissionais de Engenharia, Tecnologia da Informação e afins. Exige-se que o interessado tenha sólida formação superior, experiência em arquitetura de redes e conhecimentos básicos de inglês. As inscrições estão abertas até o dia 19 de fevereiro e as aulas têm início em março de 2010, uma vez por semana à noite.

O ingresso é feito por meio de processo seletivo, que inclui análise de currículo e entrevista. Mais informações podem ser obtidas no site www.pecepoli.com.br ou pelo telefone (11) 2998-0000.

Gestão da Informação

A Fundação Instituto de Administração (FIA) abriu inscrições para o curso de pós-graduação em “Processo para Gestão da Informação”. Com conteúdo ampliado, a quarta turma do curso, com início em 30 de março, em São Paulo, é destinado a gestores e profissionais que estão em cargos estratégicos.

O curso tem 460 horas e dá enfoque em processos de data mining, CRM, gestão e sistemas de informação, obtenção, tratamento, análise e difusão de dados obtidos a partir de fontes internas e externas à empresa. As inscrições podem ser feitas até dia 12 de março. Mais informações pelo telefone (11) 3818-4091.

Especialização em Tecnologia da Informação

Voltado para preencher lacunas deixadas pelos cursos de graduação, tanto nas áreas gerencial quanto técnica, a Poli USP (PECE/Poli), em seu programa de educação continuada, oferece o curso de especialização em Tecnologia da Informação.

O curso é estruturado em dois módulos: tecnológico e projeto. O primeiro engloba desde conhecimentos básicos até recentes tendências do setor. O segundo tem caráter prático, em que o aluno elabora um trabalho (monografia) que expressa o entendimento dos conhecimentos adquiridos aplicados à sua experiência profissional.

O curso é direcionado a gerentes, especialistas ou técnicos da área de TI. A especialização tem duração de dois anos e abrange 13 disciplinas. As aulas, com início em março, acontecem em São Paulo, duas vezes por semana à noite. O ingresso é feito por meio de processo seletivo, que inclui análise de currículo e entrevista. Mais informações podem ser obtidas no site www.pecepoli.com.br ou pelo telefone (11) 2106-2400.