sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Confira 10 dicas para evitar a demissão

O pior da crise ficou para trás. Mas isso não significa que o seu emprego está garantido. Veja como cuidar melhor da sua carreira.



Pesquisa da consultoria Right Management indica que o total de vagas para executivos no mercado brasileiro cresceu 10% em setembro. A indústria voltou a liderar em número de contratações e os setores de serviços especializados de TI e Telecom responderam, respectivamente, por 18% e 8% das vagas abertas. Já em agosto, levantamento de Computerworld identificava quase 1.500 oportunidades abertas na área de tecnologia da informação, para diferentes perfis e níveis profissionais.

A crise econômica dá sinais de calmaria no mercado nacional, mas isso não significa que você possa descuidar da sua carreira.

Profissionais de TI e especialistas da indústria compartilham 10 dicas para os funcionários da área de tecnologia se manterem nas boas graças dos empregadores e não serem demitidos mesmo com a recuperação gradual da economia.

1.Trabalhe com afinco

Funcionários de TI em empregos instáveis precisam assumir trabalho extra, estar mais presentes e, essencialmente, mostrar aos seus empregadores que querem ficar. Atualmente, seja em tempos de estagnação ou de redução de budgets, os gestores de TI são pressionados a frequentemente avaliar a equipe para fins de enxugamento ou possível terceirização. Você não pode ser o funcionário que deixa a desejar na avaliação, alertam especialistas de consultorias de RH.

“É fundamental lembrar que a organização de TI, quando quer fazer demissões, não procura as pessoas que serão descartadas, ela identifica as pessoas que devem ser mantidas”, explica Beth Carvin, CEO da Nobscot, fornecedora havaiana de software para RH. Por isso, acrescenta a executiva, tome a iniciativa e faça coisas que levem a companhia a querer manter um funcionário como você.

2. Siga o dinheiro

Os funcionários de TI devem saber quais sistemas e projetos vão gerar receita e empenhar-se para serem requisitados. Uma vez que podem exercer alguma influência sobre esses projetos, devem mostrar disponibilidade para iniciativas geradoras de receita ou que ofereçam contato direto com o cliente, aconselha Sean Ebner, managing director regional da Technisource, companhia de recrutamento em TI.

“As funções internas são críticas, mas o alinhamento com essas atividades e com os clientes tornará os profissionais técnicos mais valiosos para os gestores de negócio”. Se não houver projetos relacionados ao negócio no momento, os especialistas orientam os funcionários de TI a se envolverem com a equipe de vendas, oferecendo seu conhecimento técnico para ajudar a fechar negócio com potenciais clientes.

3. Invista em conhecimento

Os recursos podem estar escassos, mas os especialistas recomendam que os profissionais de TI busquem treinamento acessível ou opções de autoaprendizado para ampliar seu conhecimento técnico e beneficiar não só a companhia, mas a si mesmos. Segundo Lawrence, da Yoh, “os funcionários de tecnologia precisam ser gestores profissionais de suas carreiras, de forma que, ao aprimorar a si mesmos, tragam resultados para seus empregadores”.

O treinamento, seja financiado pelo empregado ou pelo empregador, mostrará ao chefe que o funcionário deseja permanecer na equipe e que continua interessado em evoluir profissionalmente naquela companhia específica. “A chave para conservar o emprego é demonstrar retorno do investimento. Você representa um determinado custo para sua companhia, mas, se puder provar que está ganhando valor sem custo adicional para a organização e que o seu conhecimento contribuirá para os resultados financeiros em termos”, afirma Rich Milgram, CEO da Beyond.com, companhia de recrutamento online.

4. Torne-se um especialista em tecnologia do negócio

É uma realidade – o pessoal de TI precisa ser bom em negócio para progredir na carreira e segurar o emprego. “Muito se tem falado, mas não custa repetir que TI deve ser capacitadora de negócios, e não mera solucionadora de problemas”, define Chris Silva, analista sênior da consultoria Forrester Research.

"Os profissionais de alta tecnologia que treinaram a ‘sensibilidade para o negócio’, ou seja, que não conversam com gestores de negócio em bases puramente técnicas, serão mantidos no emprego por mais tempo do que aqueles que não conseguem traduzir a tecnologia diretamente em aspectos do negócio, avalia. ”A combinação de conhecimento tecnológico e uma visão do que faz um negócio dar certo pode ajudar os profissionais a cultivarem uma longa e promissora carreira.

5. Seja comedido

A redução de pessoal, muitas vezes, é resultado de um esforço para cortar custos. Os profissionais de TI que provarem aos gestores que são capazes de encontrar tecnologia acessível e reduzir custos internamente preservarão seus empregos. “Pense como se fosse o dono, não desperdice recursos, nem compre coisas que não sejam realmente imprescindíveis”, orienta Carvin, da Nobscot. “Os funcionários eficientes são escolhidos para ficar, ao contrário dos funcionários que agem de maneira irresponsável com o orçamento.

”Além de checar preços, os profissionais de TI devem oferecer alternativas que tenham bom custo-benefício. Mercer, do Citigroup, introduziu tarefas automatizadas que trouxeram economia de tempo e dinheiro para a companhia, reduzindo o tempo de inatividade causado por erro humano.

6. Fique longe das fofocas

Na maioria das empresas sempre “rola” algum drama. E, em tempos de crise econômica ou prosperidade, é melhor ficar bem longe da fofocas de corredor. “Você quer se apresentar no ambiente de trabalho como alguém amigável, um bom cidadão”, diz Lori Gale, presidente da companhia de recrutamento online FastLane Hires. Portanto, não fique fazendo fofoca e bancando o estressado. Agindo dessa forma, você acabará chamando atenção pelos aspectos negativos da sua personalidade.

7. Promova sua imagem

Embora muitos profissionais de TI não estejam acostumados aos holofotes, os especialistas recomendam que eles aprendam a promover suas habilidades na companhia. “Faça seu próprio marketing. Não é hora para modéstia. No cenário de negócios atual, em que todo mundo é exigido ao máximo, assegure que suas realizações sejam notadas”, diz Katie Prizy, especialista em comunicação da Instant Technology, companhia de recrutamento em TI.

E, para demonstrar suas contribuições à companhia, os profissionais de TI têm de estar aptos a mensurar o valor agregado aos resultados financeiros. Se não puder mensurar seu próprio sucesso e demonstrar claramente como o seu trabalho beneficiou a companhia, não espere o mesmo dos gestores na hora de reduzir a equipe, ressalta Milgram, da Beyond.com.

Os profissionais de TI devem rastrear e documentar continuamente as melhorias que suas ideias, seu trabalho ou seus processos trouxeram para os sistemas de tecnologia. Munidos desta informação, poderão criar uma justificativa melhor para permanecerem na equipe.

8. Ajude os outros

Compartilhe conhecimento, ensinam os especialistas. “Os profissionais de TI precisam abandonar a velha mentalidade de guardar conhecimento. Eles têm de deixar outras pessoas saberem o que eles sabem e compartilhar o conhecimento e as informações de bom grado”, observa Carvin. “Isso os tornará muito mais valiosos aos olhos dos empregadores”, ensina.

O conhecimento é uma grande fonte de poder. O compartilhamento de informações vitais para o sucesso técnico de uma companhia impressionará a direção corporativa.

9. Esteja disponível

Na rotina das companhias, alguns grupos em TI talvez estejam menos ocupados do que outros. Os profissionais de TI dos grupos com mais tempo livre devem se oferecer para colaborar em projetos de outros departamentos.

Se na companhia há cinco pessoas que administram a rede, por exemplo, mas uma delas também entende de servidores, os gestores talvez prefiram descartar um funcionário altamente especializado e manter o ‘generalista’ em TI, que trabalha em várias áreas, de acordo com Bryan Sullins, instrutor técnico sênior da New Horizons e blogueiro da Network World.

Estar sempre disposto a aceitar desafios novos, que não fazem parte da rotina, ajuda muito, na opinião de Dwayne Whitmore, engenheiro de sistemas sênior do grupo de serviços de tecnologia para o Carolinas HealthCare System. O engenheiro recorda a ocasião em que precisou planejar a atualização de um sistema PABX e aprendeu muito sobre o modo como ele funciona. “

10. Sorria, seja feliz

Nunca subestime o poder de uma postura positiva. Independentemente de qualquer desafio, uma atitude positiva ajudará os gestores – que também são exigidos além dos seus limites – a perceber quais funcionários estão felizes em suas funções. O indivíduo que, com um sorriso no rosto, encara novos desafios que aliviam algumas aflições da equipe de gestão acaba tendo um valor inestimável para a organização, assegura Milgram, da Beyond.com.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

88% dos municípios brasileiros têm infraestrutura de banda larga

Concessionárias de telefonia fixa têm de levar rede de banda larga até a sede de todos os municípios brasileiros até dezembro deste ano.


88% dos municípios brasileiros têm infraestrutura de banda larga, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (13/1) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Pelos dados da agência, o total de municípios com acesso rápido à internet chegou a 4.897 - o país tem 5.564 municípios.

O órgão regulador realizou uma reunião nesta terça-feira (12/1) com representantes da Casa Civil, dos ministérios da Educação, das Comunicações e do Planejamento sobre o cumprimento das metas relacionadas à instalação de backhaul (infraestrutura de rede de serviços de telecomunicações) nos municípios e de banda larga nas escolas públicas urbanas.

O Decreto 6.424 alterou o Plano Geral de Metas para a Universalização (PGMU) do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), estabelecendo a substituição dos Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs) urbanos por backhaul. As concessionárias de telefonia fixa têm de levar a rede de banda larga até a sede de todos os municípios brasileiros até dezembro deste ano.

Em abril de 2008, quando o decreto 6.424 foi publicado, apenas 2.125 possuíam estrutura de banda larga. Na reunião, todas as empresas informaram ter cumprido as metas de instalação de backhaul previstas para dezembro de 2009. Dessa forma, mais 2.772 municípios (20 a mais do que o previsto) passaram a contar com o benefício.

A Oi atendeu, até 31/12/09, 2.184 dos 2.730 municípios sob sua responsabilidade na Região I e 362 dos 452 da Região II (área da Brasil Telecom). E a Telefônica chegou com a infraestrutura a 226 dos 257 cidades a que está obrigada. CTBC e Sercomtel já ofereciam banda larga em toda a sua área de atuação, por isso não têm metas a cumprir.

Em relação à banda larga nas escolas, em 2009, a Telefônica chegou a 2.333 instituições de ensino, a CTBC, a 232, a Sercomtel, a 82, e a Oi, a 22.684, sendo 16.536 referentes à Região I e 6.148, à Região II. Ao todo, 43.193 escolas foram conectadas à internet em banda larga até 31/12.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

IBM tem 150 vagas de estágio para alunos de todo o País

Oportunidades são para São Paulo, Rio de Janeiro, Hortolândia
(cidade próxima a Campinas, em SP), Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte.


A IBM Brasil está com inscrições abertas para seu programa de estágio “Passaporte IBM” até a próxima sexta-feira (15/01). São oferecidas 150 vagas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Hortolândia (cidade próxima a Campinas, em SP), Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte. Podem participar alunos com conclusão de curso prevista entre dezembro de 2011 e julho 2012.

Exige-se inglês pelo menos intermediário e os candidatos devem se inscrever somente para as vagas nas áreas que estão cursando. Entre as especializações mais procuradas pela IBM são Ciências da Computação, Engenharia da Computação, Processamento de Dados, Análise de Sistemas e Tecnologia da Informação e demais cursos de Tecnologia. Também há oportunidades para estudantes dos cursos técnicos em Informática e Eletrônica.

A seleção para o programa de estágio é dividida em três fases eliminatórias. Na primeira são feitos testes de inglês e raciocínio lógico. A segunda fase é um processo de dinâmica de grupo. Já a terceira é composta por entrevistas individuais com os gerentes das vagas em aberto.

Os resultados das etapas serão divulgados por e-mail aos candidatos e os aprovados no processo do 1º trimestre de 2010 iniciam seu estágio em março. O estágio tem duração de até dois anos. O valor da bolsa estágio varia de acordo com o nível de inglês, carga horária (4 ou 6 horas) e ano letivo. As inscrições devem ser feitas apenas pelo site www.ibm.com/br/estagio.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Análise: para onde vai o mercado de TI em 2010

Expectativa de crescimento destaca o setor de serviços e o avanço da infraestrutura de telecomunicações.

Por Redação da COMPUTERWORLD

12 de janeiro de 2010 - 07h00


Os investimentos e desembolsos em tecnologia da informação e comunicação (TIC) vão crescer em 2010. Variam as previsões de percentuais, produtos ou mercados mais aquecidos, e o ritmo. Mas a percepção de que as empresas voltaram a contratar é uma unanimidade e reflete a retomada, a partir do segundo semestre, de boa parte dos gastos corporativos que haviam sido suspensos no início de 2009.

As empresas do mercado brasileiro de TIC listadas no ranking CW 300 de Computerworld faturaram, juntas, 114 bilhões de dólares em 2008. Em 2009, o mercado de TIC, segundo a consultoria IDC, cresceu 2,1% e para 2010 as previções são de aumento de 8,1% ou mais.

Vários executivos de corporações internacionais instaladas no Brasil têm recebido das matrizes a missão explícita de expandir o faturamento a uma taxa de dois dígitos. ”Levamos ao board a projeção de um dígito, voltamos com outra, de dois”, conta um empresário. Segundo ele, a revisão das metas para cima está sendo causada, entre outros fatores, pela difusão generalizada no mundo da imagem do Brasil como a “estrela da vez”. Mas a missão é difícil, diante da postura mais cautelosa dos CIOs.

Na opinião do professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp, Sérgio Salles, um dos aspectos mais importantes da economia do setor de TIC no País em 2010 será o predomínio do modelo de oferta de serviços. Outro é o fato de o valor do hardware estar cada vez mais associado ao software que o equipamento traz embarcado. O que explica porque também os fornecedores de máquinas começam a ingressar no modelo do outsourcing.

O movimento está mudando ou já mudou o perfil de várias empresas tradicionais, como a IBM ou a HP. E, nesse processo, a fusão e aquisição de companhias com experiência e clientes nesse mercado é uma estratégia vital. Em 2009, foram muitas consolidações, que devem continuar em 2010, principalmente entre os prestadores de serviços.

O mercado brasileiro de outsourcing de TI conquista posições no mundo e, somado a comunicações, representa cerca de 7% do PIB nacional, segundo o Brasil TI-BPO Book, publicação da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

Assim, as áreas de software e serviços despontam como as grandes forças do segmento. Mas os serviços saem da crise com margens de lucro menores, o que reflete, para vários especialistas, sinal de amadurecimento do mercado. O professor da Unicamp destaca a consolidação de marcas nacionais de alcance global e grande porte, como a Stefanini ou a Ci&T, disputando ao lado de gigantes como a SAP ou a Tata, que amplia gradativamente sua presença no Brasil.

“O próprio CPqD, tradicional centro de desenvolvimento da área de telecomunicações, por muito tempo voltado à venda de hardware, caminha e dedica boa parte de seus investimentos a serviços e software”, diz Salles. O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, conta que a empresa, este ano, cresceu com serviços de gerência de redes, especialmente junto a prefeituras, no setor elétrico e de utilidades. Ele esperava expansão de 1% em 2009, mas de 18% a 20% nas estimativas para 2010.

Um desafio para o segmento de software e serviços, de acordo com estudo Observatório Softex, será o aumento do valor agregado dos projetos. Para isso, entre outras medidas, terá de suprir a carência de profissionais de alta qualificação e, com esse reforço, conquistar fatias da atividade de desenvolvimento de software que estão, atualmente, nos departamentos internos de TI das corporações usuárias.

A maior rentabilidade continua nos projetos com grande customização e que, por isso, também têm custo maior. O que explica, para Salles, a tendência à multiplicação de experiências de “open innovations”, de trabalho compartihado e aberto.

O fator governo
Em 2010, a influência do setor público nos negócios com tecnologia será exercida em polos opostos. De um lado, o governo federal terá que comprar menos, devido às limitações impostas pela legislação em ano de eleições. Tendência diferente de 2009. Pesquisa da consultoria IDC Brasil com 130 instituições governamentais – metade de instâncias estaduais e outra metade federal – realizada no começo do ano passado mostrava que 65% dos gestores acreditavam que seus orçamentos iriam aumentar.

Por outro lado, a União pode induzir investimentos, especialmente por meio das diretrizes a serem defi nidas no Plano Nacional de Banda Larga ou com pacotes de desoneração do setor produtivo, como o anunciado em dezembro último, pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega.

No caso da infraestrutura de telecomunicações, as regras vão orientar iniciativas que têm o objetivo de dar conta parte da rede para ligar o backhaul das operadoras, em cada município, até a casa do usuário. Movimento paralelo à ampliação das redes de acesso móvel à internet, a 3G. A partir dessa grande base para a comunicação de dados, podem se concretizar tendências recorrentes, como cloud computing ou a virtualização.

A reportagem completa sobre este assunto você confere na versão impressa da Computerworld 521.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Email marketing: o que muda na era das redes sociais?

O mercado brasileiro é o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta. Os brasileiros passam, mensalmente, 23h30 minutos na web. Os EUA ficam, em média, 19 horas navegando na rede, ocupando o segundo lugar depois do Brasil (fonte: pesquisa publicada na Época Negócios).


Não é à toa que os gastos com publicidade online e em redes sociais, segundo pesquisa da Nielsen, cresceram 119% por lá, somente no mês de agosto de 2009, em relação ao mesmo período de 2008.

Ainda falando dos americanos, 66% dos anunciantes usaram os canais de mídia social em 2008, contra 20% no ano anterior, de acordo com estudo conduzido pela Association of National Advertisers, BtoB Magazine e a prestadora de serviços de marketing Mktg. O levantamento aponta que 55% dos entrevistados transferiram recursos da mídia tradicional para campanhas realizadas em redes sociais.

No Brasil? Infelizmente não há muitos números sobre o uso desses canais de contato. Aqui, por enquanto, tive acesso apenas aos investimentos em publicidade digital, que cresceram 22,8% no primeiro semestre de 2009, pelo relatório Inter-Meios.

Rumo às mudanças


O cenário é mais do que prova da necessidade urgente de mudanças que devem ocorrer na visão de nosso mercado em relação às redes sociais, ou melhor, na visão das empresas. Os usuários estão a mil. Dos 55 milhões de participantes do Orkut, 54% (29,7 milhões) são brasileiros. Isso mesmo, mais da metade. Porém, os maiores investidores nessa relação social estão fora daqui. Motivos? Diversos. Publicações dizem que tememos exposição, nos preocupamos com a reputação e com o fato de ela ser ameaçada em um contato inédito e aberto com uma infinidade de pessoas.

Reticente às mudanças, ainda continua sendo preferível, para a maioria das companhias, comandar a oferta e fazer com que a demanda seja adequada ao que propõe. É claro que o panorama vai mudar, aliás, já está mudando, porque é mais do que perceptível que o investimento em mídias sociais é um caminho sem volta. Felizmente, mais rápido para alguns que acabam saindo na frente.

Procuro inspirar meu modelo de negócios na capacidade inesgotável de inovação da Amazon.com. Em recente entrevista para o portal HSM, Andreas Weigend, ex-cientista-chefe da Amazon e especialista em comportamento do consumidor online, discorre sobre o poder das mídias sociais para evolução das marcas. Ele aponta que o crescente desejo das pessoas de compartilhar suas opiniões, experiências e aspirações, dá às empresas uma oportunidade de ouro para captar, medir e conectar dados e, depois, utilizá-los no desenvolvimento do novo marketing das redes sociais.

A Amazon não analisa e mensura apenas as transações feitas pelos e-consumidores, mas dá a eles a oportunidade de interagirem até mesmo com feedbacks sobre o tempo de carregamento entre uma página e outra, indicações para a correção de possíveis erros de conteúdo, além de outras inúmeras possibilidades que são exploradas ao máximo para melhoria contínua de seus serviços. Weigend afirma que experimentos e pesquisas mostram que o marketing social costuma ser de cinco a dez vezes mais eficaz do que outras formas de marketing.

Email marketing x Redes Sociais


É nesse ponto que quero chegar. Sabemos que o email marketing é uma ferramenta extremamente mensurável, quando falamos em medir o ROI. Você produz a campanha, define a lista para disparos do email - sempre a uma base opt-in -, envia a ação, mede o número de cliques e consegue ver quem interagiu com sua marca. Mais acesso ao perfil comportamental que isso, apenas... nas redes sociais. Diferentemente do email marketing, a coleta de informações sobre o que pensam de sua empresa, produto e serviço é reativa. Você não emite, você recebe, desde que esteja disposto a abrir um canal onde o fluxo de informações seja transparente.

Se as mídias sociais são oportunidades de ouro para as empresas saberem o que fazer para seguir os rumos atentas ao que seu consumidor anseia, a integração delas com o email marketing é o diamante para uma campanha. Isso porque o email marketing já fornece possibilidades fantásticas para atender ao mercado como ele deseja. Haja vista as ações que podem ser aplicadas para realizar a "segmentação da segmentação".

Já tive a oportunidade de clicar em um produto de meu interesse veiculado em uma campanha de email marketing e, em poucos instantes, receber uma infinidade de temas relacionados ao meu perfil de consumo. Isso é marketing transacional possibilitado pelas diversas funcionalidades que a tecnologia proporciona em um sistema para envio e gestão de ações de marketing por email.

Integrar suas ações de email marketing ao Twitter, por exemplo, já é possível. Poder acompanhar a geração e projeção de sua campanha através dessa integração pelos seguidores é fantástico. As mídias sociais oferecem inúmeros recursos e cabe a nós saber como aproveitá-los.

Os chamados dados sociais - o que você coleta, ou deveria coletar, de informação na era da web 2.0 - servem de subsídios também para estruturação de uma campanha. O trabalho é detalhado, mas compensador. Uma equipe dedicada ao monitoramento digital social é investimento e não centro de custo. As agências de publicidade e propaganda já estão formando áreas exclusivamente dedicadas para esse processo.

Com a pesquisa em mãos, pode-se descobrir opiniões e sugestões altamente relevantes para uma ação digital, seja ela qual for. E, quando for uma ação por email marketing, você pode direcioná-la para um grupo formador de uma mesma opinião - que identificou naquele trabalho minucioso feito nas redes sociais -, mensura, analisa a receptividade, descobre a proveniência dos cliques e, ainda, vai ao encontro do que esse destinatário expôs em rede pública. Ponto positivo! Mais uma vez, mediu a eficiência de sua ação e, ainda, aumentou e muito a probabilidade de fidelizá-lo. O efeito é cíclico, se ele gostar - e olha que as chances de isso acontecer quando se segue esse caminho são bem maiores - novamente é possível ganhar, só que agora, na viralização.

A conquista de seu público, mais uma vez, só depende de você. Fazê-lo proliferar a marca, o produto ou o serviço é consequência de sua ação inicial. Claro que o marketing viral na era social não depende mais de você, mas com certeza pode ser potencializado pelas etapas anteriores. E não se esqueça da lição de casa. Mesmo indo ao encontro do que ele precisa, não se pensará nisso se deixar de cuidar da visualização da campanha, do layout, do HTML e do conteúdo, porque nós, brasileiros, temos uma leve tendência à crítica e se isso acontecer, todo o seu trabalho foi por água abaixo. Um post negativo no Twitter pode dar muito mais repercussão que o positivo.

Por último e não menos importante, se sua empresa não abriu ainda um canal de comunicação público ao mercado, se não investiu na construção de um blog ou participa ativamente de comunidades virtuais/sociais, sinto dizer, mas parece que está bem atrás do mais importante: a vantagem (digital) competitiva.